IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2021
Homem de 78 anos, hipertenso, diabético tipo 2 e tabagista, em uso de furosemida 40 mg/dia, metformina 1000 mg/dia, AAS 100 mg/dia e losartana 100 mg/dia. Foi submetido a cateterismo e angioplastia devido à angina instável de alto risco com lesão significativa em descendente anterior. Manteve-se assintomático, estável hemodinamicamente, euvolêmico, com diurese satisfatória, sem sinais de infecção. Apresentou piora da função renal: creatinina basal e da admissão: 0,8 mg/dL; após 72horas do procedimento: 1,2 mg/dL. O provável diagnóstico e as medidas que poderiam ter sido feitas para evitá-lo são, respectivamente,
Piora da função renal 24-72h pós-contraste em paciente de risco → Nefropatia Induzida por Contraste (NIC).
A nefropatia induzida por contraste é uma complicação comum em pacientes com fatores de risco submetidos a procedimentos com contraste iodado. A elevação da creatinina geralmente ocorre 24-72 horas após a exposição, atingindo o pico em 3-5 dias e retornando ao basal em 7-10 dias.
A nefropatia induzida por contraste (NIC) é uma forma de lesão renal aguda que ocorre após a administração de contraste iodado, sendo uma complicação comum em pacientes submetidos a procedimentos diagnósticos ou terapêuticos, como cateterismo cardíaco. Sua incidência varia de 2% a 30%, dependendo dos fatores de risco do paciente, e é uma das principais causas de lesão renal aguda iatrogênica em hospitais. É crucial para residentes reconhecerem os pacientes de alto risco e implementarem medidas preventivas. A fisiopatologia da NIC envolve uma combinação de vasoconstrição renal induzida pelo contraste, levando à isquemia medular, e toxicidade direta tubular pelos agentes de contraste. Os principais fatores de risco incluem doença renal crônica pré-existente (creatinina basal > 1,5 mg/dL ou TFG < 60 mL/min/1,73m²), diabetes mellitus, idade avançada (> 75 anos), insuficiência cardíaca congestiva, desidratação e o uso de grandes volumes de contraste ou contrastes de alta osmolalidade. O diagnóstico é feito pela elevação da creatinina sérica em 0,3 mg/dL ou um aumento de 50% em relação ao valor basal, dentro de 48-72 horas após a exposição ao contraste. A prevenção é a chave no manejo da NIC. As estratégias incluem a identificação e modificação dos fatores de risco, como a suspensão temporária de medicamentos nefrotóxicos (AINEs, metformina, inibidores da ECA/BRA) antes do procedimento. A hidratação intravenosa com solução salina isotônica (0,9% NaCl) antes e após a exposição ao contraste é a medida mais eficaz. Além disso, deve-se utilizar o menor volume possível de contraste e preferir agentes de baixa osmolalidade ou isosmolares. O prognóstico geralmente é bom, com a maioria dos pacientes recuperando a função renal, mas em alguns casos pode levar à necessidade de diálise ou progressão da doença renal crônica.
Os principais fatores de risco incluem doença renal crônica pré-existente, diabetes mellitus, idade avançada, insuficiência cardíaca, desidratação e uso concomitante de drogas nefrotóxicas.
As medidas incluem hidratação venosa com solução salina isotônica, suspensão de medicamentos nefrotóxicos (como AINEs, metformina, inibidores da ECA/BRA) antes do procedimento, uso de menor volume de contraste e preferência por contraste isosmolar ou hiposmolar.
A NIC tipicamente se manifesta com elevação da creatinina sérica 24-72 horas após a exposição ao contraste, sem outros sinais de embolia ou hipoperfusão sistêmica. A doença ateroembólica, por exemplo, tem latência maior e pode ter manifestações sistêmicas.
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