SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2020
O diabetes melitus é uma condição clínica que pode cursar com complicações agudas e crônicas, micro e macrovasculares. No cuidado de rotina de pacientes com diabetes melitus tipo 2, na perspectiva de evitar ou diagnosticar precocemente tais complicações, está correto afirmar que:
Rastreamento nefropatia DM2: iniciar ao diagnóstico, anual, creatininemia + albuminúria, confirmar albuminúria alterada.
O rastreamento da nefropatia diabética em pacientes com DM2 deve ser iniciado no momento do diagnóstico e realizado anualmente, incluindo a avaliação da creatininemia (para estimar o clearance) e da albuminúria. É crucial confirmar qualquer resultado alterado de albuminúria em múltiplas amostras para evitar diagnósticos falsos positivos e iniciar o manejo adequado precocemente.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma condição crônica que, se não controlada, leva a diversas complicações micro e macrovasculares. A nefropatia diabética é uma das complicações microvasculares mais graves e a principal causa de doença renal crônica terminal. O rastreamento precoce e o manejo adequado são fundamentais para retardar sua progressão e preservar a função renal dos pacientes. Para pacientes com DM2, o rastreamento da nefropatia deve ser iniciado no momento do diagnóstico e repetido anualmente. Ele envolve a avaliação da função renal através da creatininemia (para estimar a taxa de filtração glomerular) e da albuminúria, preferencialmente pela relação albumina/creatinina em amostra de urina aleatória. A detecção de albuminúria é um marcador precoce de dano renal e um preditor de risco cardiovascular. É crucial que qualquer resultado de albuminúria alterado seja confirmado em duas ou três amostras coletadas em um período de 3 a 6 meses, para descartar causas transitórias. Uma vez confirmado o diagnóstico de nefropatia diabética, o tratamento inclui o controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial, além do uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina II (BRA), que têm efeitos nefroprotetores independentes da pressão arterial.
O rastreamento para nefropatia diabética deve ser iniciado assim que o diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 for confirmado. Isso difere do DM1, onde o rastreamento geralmente começa 5 anos após o diagnóstico.
Os exames incluem a medida da creatininemia para estimar o clearance de creatinina (ou taxa de filtração glomerular estimada) e a medida da albuminúria (relação albumina/creatinina na urina). Ambos devem ser realizados anualmente.
A albuminúria pode ser transitória devido a fatores como exercício físico intenso, infecção do trato urinário, febre ou hipertensão descontrolada. A confirmação em duas ou três amostras coletadas em um período de 3 a 6 meses é necessária para estabelecer o diagnóstico de nefropatia diabética e evitar tratamentos desnecessários.
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