SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2020
Homem, 50 anos, diabético tipo II com diagnóstico há 2 anos e uso regular de hipoglicemiantes orais, apresenta hipertrofia renal. Qual das alternativas abaixo é mais compatível com a evolução natural desse paciente?
Nefropatia diabética inicial → hiperfiltração e microalbuminúria (30-300 mg/24h).
A nefropatia diabética evolui em estágios. A hipertrofia renal e a hiperfiltração (TFG > 120 mL/min) são características dos estágios iniciais. A albuminúria de 60 mg/24h (microalbuminúria) é o primeiro sinal detectável de lesão renal e é compatível com essa fase, indicando o início da progressão da doença.
A nefropatia diabética é uma das principais complicações microvasculares do Diabetes Mellitus e a causa mais comum de doença renal crônica terminal. Sua evolução é progressiva e pode ser dividida em estágios, sendo crucial para o residente compreender a fisiopatologia e o diagnóstico precoce para um manejo eficaz. Nos estágios iniciais, como o caso apresentado, o paciente pode apresentar hipertrofia renal e hiperfiltração glomerular (TFG elevada), com a microalbuminúria (30-300 mg/24h ou 30-300 mg/g na relação albumina/creatinina) sendo o primeiro sinal detectável de lesão renal. A detecção e o tratamento da microalbuminúria são fundamentais para retardar a progressão para macroalbuminúria e insuficiência renal. O manejo inclui controle rigoroso da glicemia, pressão arterial (com IECA ou BRA), e dislipidemia. A monitorização regular da albuminúria e da TFG é essencial. A creatinina sérica e o hematócrito (que pode diminuir em estágios avançados devido à anemia da DRC) são marcadores de estágios mais tardios da doença.
Os primeiros sinais incluem hiperfiltração glomerular e microalbuminúria, definida como a excreção de albumina entre 30 e 300 mg em 24 horas ou uma relação albumina/creatinina urinária entre 30 e 300 mg/g.
A hipertrofia renal, juntamente com a hiperfiltração, é uma alteração funcional e estrutural precoce que ocorre nos estágios iniciais da nefropatia diabética, antes do desenvolvimento de proteinúria macroscópica e queda da TFG.
A creatinina sérica só se eleva quando há uma perda substancial da função renal (geralmente >50%). A microalbuminúria, por outro lado, detecta lesão renal em estágios muito mais precoces, permitindo intervenções para retardar a progressão da doença.
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