Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
A manifestação mais precoce de Doença Renal Crônica em pacientes portadores de Diabetes é a presença de:
DRC diabética: Microalbuminúria é o primeiro sinal de lesão renal.
A microalbuminúria (excreção de albumina entre 30-300 mg/24h ou relação albumina/creatinina urinária 30-300 mg/g) é o marcador mais precoce de nefropatia diabética, indicando lesão glomerular incipiente antes da elevação da creatinina sérica ou proteinúria franca. Seu rastreamento é crucial para intervenção precoce.
A nefropatia diabética é uma das principais complicações microvasculares do diabetes mellitus e a causa mais comum de doença renal crônica terminal em todo o mundo. Sua detecção precoce é fundamental para implementar estratégias que possam retardar a progressão da doença e prevenir complicações cardiovasculares associadas. A prevalência aumenta com a duração do diabetes e o controle glicêmico inadequado. A fisiopatologia envolve alterações hemodinâmicas e estruturais nos glomérulos, incluindo hiperfiltração, espessamento da membrana basal glomerular e expansão mesangial. A microalbuminúria, que é a excreção persistente de pequenas quantidades de albumina na urina, é o primeiro sinal clínico detectável dessas alterações. O diagnóstico é feito pela medição da relação albumina/creatinina em amostra de urina aleatória ou pela coleta de urina de 24 horas. O tratamento e manejo da nefropatia diabética envolvem controle rigoroso da glicemia, controle da pressão arterial (com inibidores da ECA ou BRAs como primeira linha, mesmo em normotensos com microalbuminúria), e manejo de dislipidemia. A identificação precoce da microalbuminúria permite a implementação dessas medidas antes que a lesão renal se torne irreversível, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida do paciente.
A microalbuminúria é definida pela excreção urinária de albumina entre 30 e 300 mg em 24 horas, ou uma relação albumina/creatinina urinária entre 30 e 300 mg/g. É um indicador de lesão glomerular inicial.
Ela reflete um aumento sutil da permeabilidade glomerular, que ocorre antes de alterações mais graves na função renal, como a elevação da creatinina sérica ou a proteinúria macroscópica. Sua detecção permite intervenções para retardar a progressão da doença.
Pacientes com diabetes tipo 1 devem ser rastreados 5 anos após o diagnóstico e anualmente a partir de então. Pacientes com diabetes tipo 2 devem ser rastreados no momento do diagnóstico e anualmente.
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