SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Uma paciente de 63 anos, com histórico pregresso de hipertensão arterial e diabetes mellitus tipo 2, apresenta um quadro de insuficiência renal crônica. Seus exames laboratoriais mostram uma taxa de filtração (TFG) de 30 ml/min/1,73m2, bem como elevação dos níveis de creatinina e ureia. A biópsia renal trouxe espessamento difuso de membrana basal glomerular, depósitos mesangiais de colágeno e nódulos escleróticos nos glomérulos. Considerando a história clínica e os achados histopatológicos descritos acima, qual seria o diagnóstico mais provável?
DM + Proteinúria + Nódulos de Kimmelstiel-Wilson = Glomeruloesclerose Diabética Nodular.
A presença de nódulos escleróticos mesangiais (Kimmelstiel-Wilson) associada ao espessamento da membrana basal é o achado histológico clássico e definidor da nefropatia diabética avançada.
A nefropatia diabética é a principal causa de doença renal terminal no mundo. Histologicamente, ela se manifesta inicialmente por hipertrofia glomerular e espessamento da membrana basal. Com a progressão, ocorre a expansão mesangial difusa que pode evoluir para a forma nodular. O quadro clínico descrito — paciente idosa, diabética e hipertensa com DRC estágio 4 (TFG 30) — é clássico. Os achados de biópsia confirmam a Glomeruloesclerose Diabética Nodular. O manejo foca no controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial, preferencialmente com bloqueadores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (IECA/BRA) e, mais recentemente, inibidores da SGLT2, para retardar a progressão da doença.
São depósitos nodulares de matriz mesangial, PAS-positivos, localizados na periferia dos glomérulos. Eles são característicos da fase avançada da nefropatia diabética (glomeruloesclerose nodular) e resultam do dano microvascular crônico causado pela hiperglicemia.
A hiperglicemia leva à glicação não enzimática de proteínas, formação de produtos finais de glicação avançada (AGEs) e estresse oxidativo. Isso resulta em hiperfiltração glomerular inicial, espessamento da membrana basal e expansão do mesângio, culminando em esclerose e perda da função renal.
Geralmente o diagnóstico de nefropatia diabética é clínico. A biópsia é reservada para casos atípicos: ausência de retinopatia diabética, início súbito de síndrome nefrótica, queda rápida da TFG, presença de hematúria dismórfica ou suspeita de outra doença renal sobreposta.
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