UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021
Assinale a alternativa correta sobre o tratamento da nefropatia diabética.
Nefropatia diabética: IECA/BRA são nefroprotetores, mesmo sem hipertensão, se não houver contraindicação.
Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são a base do tratamento da nefropatia diabética. Eles exercem um efeito nefroprotetor significativo, reduzindo a albuminúria e retardando a progressão da doença renal crônica, independentemente de seu efeito hipotensor, e são indicados para a maioria dos pacientes diabéticos com albuminúria.
A nefropatia diabética é uma das principais complicações microvasculares do diabetes mellitus e a causa mais comum de doença renal crônica terminal em muitos países. Seu reconhecimento e tratamento precoces são cruciais para prevenir a progressão para diálise e transplante renal, além de reduzir o risco cardiovascular associado. A fisiopatologia envolve hiperfiltração glomerular, ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e inflamação, levando a danos estruturais nos glomérulos. O diagnóstico é feito pela presença de albuminúria persistente em pacientes diabéticos. O tratamento é multifacetado, com foco no controle glicêmico, pressórico e na nefroproteção. Os bloqueadores do SRAA (IECA e BRA) são a pedra angular do tratamento, demonstrando efeito nefroprotetor que vai além da redução da pressão arterial, sendo indicados para todos os pacientes diabéticos com albuminúria, salvo contraindicações. Outras estratégias incluem o controle rigoroso da glicemia, o uso de inibidores de SGLT2 (que também têm efeito nefroprotetor), e o manejo de fatores de risco cardiovasculares. A restrição proteica é considerada em estágios avançados da doença renal.
O principal objetivo é retardar a progressão da doença renal crônica, reduzir a albuminúria, controlar a pressão arterial e a glicemia, e prevenir complicações cardiovasculares, que são frequentes em pacientes com nefropatia diabética.
IECA e BRA bloqueiam o sistema renina-angiotensina-aldosterona, que está hiperativado no diabetes. Isso leva à redução da pressão intraglomerular, diminuição da albuminúria e proteção renal, independentemente do controle pressórico sistêmico, sendo um pilar fundamental do tratamento.
Além dos IECA/BRA, o controle rigoroso da glicemia, da pressão arterial, a restrição de sódio na dieta, o uso de inibidores de SGLT2 e, em alguns casos, restrição proteica são fundamentais para o manejo abrangente da doença.
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