HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
Homem, 70 anos, queixa-se de fadiga e tem antecedente pessoal de Diabetes Mellitus tipo 2, ao exame físico apresenta edema de membros inferiores bilateralmente em terço distal com sinal de Godet positivo. PA 160x95 e Hemoglobina glicada de 13%. Qual exame abaixo é o mais indicado para detecção precoce da patologia renal neste doente?
DM tipo 2 + Hipertensão: Albumina urinária (microalbuminúria) = Detecção precoce de nefropatia diabética.
A nefropatia diabética é uma complicação comum do Diabetes Mellitus tipo 2. A detecção precoce é crucial para retardar a progressão da doença renal. A albumina urinária (ou microalbuminúria) é o marcador mais sensível e indicado para o rastreamento inicial, antes que a creatinina sérica se eleve.
A nefropatia diabética é uma das complicações microvasculares mais graves e comuns do Diabetes Mellitus (DM), sendo a principal causa de doença renal crônica terminal em muitos países. A detecção precoce é fundamental para implementar intervenções que possam retardar sua progressão e evitar a necessidade de terapia renal substitutiva. É um tema de alta relevância para a prática clínica e provas de residência. A fisiopatologia envolve o dano glomerular causado pela hiperglicemia crônica, hipertensão e outros fatores metabólicos, levando a alterações estruturais e funcionais nos rins. Inicialmente, há um aumento da permeabilidade glomerular, resultando na excreção de pequenas quantidades de albumina na urina, conhecida como microalbuminúria. Com a progressão da doença, a proteinúria se torna macroscópica e a função renal declina, refletida pela elevação da creatinina sérica. O rastreamento da nefropatia diabética deve ser feito anualmente em todos os pacientes com DM tipo 2 desde o diagnóstico. O exame mais indicado para detecção precoce é a dosagem da albumina urinária, preferencialmente na relação albumina/creatinina em amostra isolada de urina. A creatinina sérica e a ureia sérica são marcadores de função renal que se alteram em fases mais avançadas, e a pesquisa de dismorfismo eritrocitário é mais útil em outras glomerulopatias.
A albumina urinária (microalbuminúria) reflete o aumento da permeabilidade glomerular, sendo um dos primeiros sinais de dano renal na nefropatia diabética, muito antes de haver alterações na creatinina sérica ou na taxa de filtração glomerular.
O rastreamento da albumina urinária deve ser realizado anualmente em todos os pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2, a partir do diagnóstico, para detecção precoce e manejo da nefropatia.
As medidas incluem controle rigoroso da glicemia (HbA1c < 7%), controle da pressão arterial (alvo < 130/80 mmHg, com IECA/BRA), e modificações no estilo de vida, como dieta com restrição de sódio e proteínas, e exercícios físicos.
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