HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Paciente de 35 anos, sexo masculino, com história de diabetes tipo 1 desde os 13 anos de idade vem ao ambulatório com queixa de edema MMII há 2 meses associado a urina com espuma. Ao avaliar o paciente você observa que o mesmo apresenta edema MMII 3+/4+ e pressão arterial 110/70 mmHg em ambos MMSS. Paciente refere fazer acompanhamento médico regularmente e, ao avaliar os exames laboratoriais, você observa hemoglobina glicosilada do último trimestre < 7,0%, função renal normal para o paciente e sedimento urinário não proliferativo, porém com proteínas 4+/4+. Na avaliação diagnóstica complementar inicial, o exame mais importante neste contexto em conjunto com a função renal e sedimento urinário seria:
DM1 + proteinúria maciça + função renal normal + sedimento não proliferativo → USG renal para avaliação estrutural.
Em pacientes diabéticos com proteinúria, mesmo com função renal e sedimento urinário aparentemente normais, a ultrassonografia renal é essencial para descartar causas secundárias de lesão renal ou alterações estruturais que possam contribuir para a proteinúria, como hidronefrose ou cistos.
A nefropatia diabética é uma complicação microvascular grave do diabetes mellitus, sendo a principal causa de doença renal crônica terminal. Afeta cerca de 20-40% dos pacientes diabéticos e sua progressão pode ser silenciosa por anos. O rastreamento precoce e o controle rigoroso da glicemia e pressão arterial são cruciais para prevenir ou retardar sua progressão. O diagnóstico da nefropatia diabética é baseado na presença de proteinúria persistente (albuminúria) em pacientes com diabetes de longa data, na ausência de outras causas de doença renal. A relação albumina/creatinina urinária é o método de rastreamento preferencial. Em casos onde a apresentação clínica é atípica (ex: início precoce da proteinúria, ausência de retinopatia, rápida deterioração da função renal, hematúria inexplicada ou sedimento urinário ativo), a biópsia renal pode ser indicada para descartar outras glomerulopatias. A ultrassonografia renal é um exame complementar importante para avaliar o tamanho e a morfologia dos rins, descartar hidronefrose ou outras anomalias estruturais que possam contribuir para a proteinúria. O tratamento da nefropatia diabética envolve o controle glicêmico rigoroso (HbA1c < 7%), controle da pressão arterial (alvo < 130/80 mmHg, com inibidores da ECA ou BRAs como primeira linha), e manejo da dislipidemia. Novas terapias, como inibidores de SGLT2 e agonistas de GLP-1, têm demonstrado nefroproteção. O prognóstico está diretamente relacionado ao controle desses fatores e à detecção precoce da doença.
Sinais de alerta incluem edema de membros inferiores, urina espumosa (indicando proteinúria), e alterações na pressão arterial. A monitorização regular da microalbuminúria é crucial para a detecção precoce.
A ultrassonografia renal é fundamental para avaliar a morfologia dos rins, descartar causas obstrutivas, cistos ou outras patologias estruturais que possam mimetizar ou coexistir com a nefropatia diabética, mesmo com função renal normal.
A nefropatia diabética geralmente se desenvolve após anos de doença, com retinopatia e neuropatia associadas. A ausência de hematúria significativa e um sedimento urinário não proliferativo são típicos, mas a biópsia renal pode ser necessária em casos atípicos.
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