TECM Prática - Prova Prática de Clínica Médica — Prova 2025
Caso clínico: Paciente masculino, 60 anos, com diabetes mellitus há 5 anos, apresenta edema em membros inferiores e periorbitário. Em uso de metformina, dapagliflozina, anlodipina e hidroclorotiazida. Exame físico: PA 140x90 mmHg, edema ++/4+. Laboratório: creatinina 1,8 mg/dL, ureia 55 mg/dL, glicemia de jejum 180 mg/dL, Na 136 mEq/L, K 4,8 mEq/L. Urina 1: proteinúria 3+. Qual o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais adequada?
Diabetes < 5 anos + Proteinúria maciça - Retinopatia = Suspeitar de causa não diabética (Biópsia!).
A nefropatia diabética clássica segue uma história natural de hiperfiltração e proteinúria lenta; apresentações atípicas exigem investigação de glomerulopatias primárias.
A Doença Renal do Diabetes (DRD) é a principal causa de terapia renal substitutiva no mundo. No entanto, o diagnóstico clínico baseia-se na presunção de uma evolução lenta e progressiva. Quando um paciente com apenas 5 anos de DM2 apresenta proteinúria significativa (3+ no sumário de urina) e edema importante, a cronologia é suspeita. A investigação deve incluir a avaliação de órgãos-alvo (fundo de olho) e exames de imagem (USG de rins). Se a proteinúria for nefrótica e não houver retinopatia, a biópsia renal é fundamental para diferenciar a nefropatia diabética de outras glomerulopatias, como a Doença de Lesões Mínimas ou a Nefropatia Membranosa, que podem coexistir ou mimetizar o quadro.
Os sinais incluem: início rápido de proteinúria, presença de sedimento urinário ativo (hematúria dismórfica), ausência de retinopatia diabética (especialmente no DM1), queda rápida da taxa de filtração glomerular ou sintomas de doenças sistêmicas como lúpus ou vasculites.
No DM1, a correlação é muito forte (>90%). No DM2, embora comum, a ausência de retinopatia em um paciente com proteinúria franca torna o diagnóstico de nefropatia diabética menos provável, sugerindo a necessidade de biópsia renal para excluir outras patologias glomerulares.
O rastreio é feito anualmente através da pesquisa de microalbuminúria (relação albumina/creatinina em amostra isolada) e estimativa da Taxa de Filtração Glomerular (TFG). No DM2, inicia-se ao diagnóstico; no DM1, após 5 anos de evolução da doença.
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