Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Um paciente com diabetes mellitus tipo 2 é revelado com doença renal crônica estágio 3. Qual intervenção é mais eficaz para retardar a progressão da doença?
DM2 + DRC estágio 3 → IECA/BRA são a intervenção mais eficaz para retardar a progressão da doença renal.
Em pacientes diabéticos com doença renal crônica, os IECA ou BRA são a pedra angular do tratamento para retardar a progressão da nefropatia, independentemente do controle pressórico inicial. Eles reduzem a pressão intraglomerular e a albuminúria, protegendo a função renal.
A doença renal crônica (DRC) é uma complicação comum e grave do diabetes mellitus tipo 2 (DM2), conhecida como nefropatia diabética. É a principal causa de doença renal terminal em muitos países. A identificação precoce e a intervenção eficaz são cruciais para retardar sua progressão e melhorar o prognóstico dos pacientes. A fisiopatologia da nefropatia diabética envolve hiperfiltração glomerular, inflamação, fibrose e disfunção endotelial, culminando em esclerose glomerular e perda progressiva da função renal. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona, reduzindo a pressão intraglomerular e a albuminúria, que são marcadores e mediadores da progressão da DRC. O tratamento da DRC diabética é multifacetado, incluindo controle rigoroso da glicemia, da pressão arterial e do perfil lipídico. No entanto, o uso de IECA ou BRA é a intervenção farmacológica mais eficaz para retardar a progressão da doença renal em pacientes com DM2 e albuminúria, independentemente do controle pressórico. É fundamental monitorar a função renal e os níveis de potássio após o início dessas medicações.
Os IECA e BRA são fundamentais na nefropatia diabética por reduzirem a pressão intraglomerular, diminuírem a albuminúria e terem um efeito renoprotetor direto, retardando a progressão da doença renal crônica, mesmo em pacientes normotensos.
A indicação de IECA/BRA em pacientes com diabetes tipo 2 e DRC geralmente ocorre na presença de albuminúria (micro ou macroalbuminúria), independentemente dos níveis pressóricos, para proteção renal.
Os principais efeitos adversos incluem hipercalemia, tosse (mais comum com IECA) e piora aguda da função renal, especialmente em pacientes com estenose bilateral da artéria renal. O monitoramento de eletrólitos e creatinina é essencial.
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