HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021
Mulher, 62 anos, história de diabete mélito há, aproximadamente, 20 anos, vem à consulta por aumento de peso, inchaço em face e em membros inferiores iniciados há duas semanas e com piora recente. Havia consutado com endocrinologista, trazendo os seguintes exames: creatinina sérica 1,5 mg/dL, exame qualitativo de urina com 3 + de proteínas e sem outros achados dignos de nota. Colesterol total de 240 mg/dL, triglicerídeos 330 mg/dL, albumina sérica 3,2 g/dL e hemoglobina glicosilada de 9%. Fundo de olho com retinopatia diabética não proliferativa. A hipótese diagnóstica mais provável é de uma glomerulopatia _______________ cujos achados histológicos mais compatíveis são de _______________. As informações que completam corretamente as lacunas, na ordem em que se encontram, estão contidas na alternativa:
Nefropatia diabética = glomerulopatia secundária com espessamento de membrana basal e expansão mesangial.
A nefropatia diabética é uma complicação microvascular comum do diabetes mellitus de longa data, caracterizada por proteinúria, hipertensão e declínio progressivo da função renal. É uma glomerulopatia secundária, e os achados histológicos clássicos incluem espessamento da membrana basal glomerular e expansão mesangial, podendo evoluir para glomeruloesclerose nodular (lesões de Kimmelstiel-Wilson).
A nefropatia diabética é uma das complicações microvasculares mais graves e comuns do diabetes mellitus, sendo a principal causa de doença renal crônica terminal em muitos países. Caracteriza-se por um dano progressivo aos glomérulos renais, levando à proteinúria, hipertensão e, eventualmente, à falência renal. Sua prevalência aumenta com a duração do diabetes e o controle glicêmico inadequado, sendo crucial para o residente reconhecer seus sinais precoces. A fisiopatologia envolve múltiplos mecanismos, incluindo hiperglicemia crônica que leva à glicosilação avançada de proteínas, estresse oxidativo, ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e inflamação. Esses fatores resultam em alterações estruturais nos glomérulos, como espessamento da membrana basal glomerular e expansão da matriz mesangial, que podem progredir para a glomeruloesclerose nodular (lesão de Kimmelstiel-Wilson). O diagnóstico é clínico, baseado na presença de proteinúria persistente em pacientes diabéticos, especialmente naqueles com retinopatia diabética. O tratamento visa o controle rigoroso da glicemia, da pressão arterial (com IECA ou BRA), e a redução da proteinúria, a fim de retardar a progressão da doença renal. A biópsia renal é geralmente reservada para casos atípicos ou quando há suspeita de outra glomerulopatia.
Os achados incluem proteinúria (inicialmente microalbuminúria, progredindo para macroalbuminúria e síndrome nefrótica), hipertensão arterial, declínio da taxa de filtração glomerular e frequentemente retinopatia diabética concomitante.
As características incluem espessamento da membrana basal glomerular, expansão da matriz mesangial (difusa ou nodular, conhecida como lesão de Kimmelstiel-Wilson), e hialinose arteriolar aferente e eferente.
É classificada como secundária porque é uma complicação renal de uma doença sistêmica preexistente, o diabetes mellitus, e não uma doença renal intrínseca ou idiopática que afeta primariamente o glomérulo.
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