INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma mulher de 21 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 1 há 8 anos, em tratamento com insulina NPH e esquema com insulina regular, é submetida, anualmente, a testes para avaliação de complicações microvasculares da doença de base. Neste ano, pela primeira vez, foi documentada alteração laboratorial que indica a presença de nefropatia em fase inicial. O teste foi repetido após 3 meses, confirmando que a alteração é persistente. Assinale a opção que apresenta o resultado do exame laboratorial que permitiu a elaboração de tal hipótese.
Nefropatia diabética inicial → Microalbuminúria > 30 mg/g creatinina (confirmada em 2/3 amostras).
A nefropatia diabética em fase inicial é caracterizada pela microalbuminúria persistente, definida como a excreção de albumina urinária entre 30 e 300 mg/24h, ou uma relação albumina/creatinina urinária entre 30 e 300 mg/g, confirmada em pelo menos duas de três amostras coletadas em um período de 3 a 6 meses.
A nefropatia diabética é uma das complicações microvasculares mais graves do diabetes mellitus, sendo a principal causa de doença renal crônica terminal em muitos países. Seu diagnóstico precoce é crucial para implementar medidas que retardem sua progressão e previnam a necessidade de terapia renal substitutiva. O rastreamento regular é fundamental, especialmente em pacientes com diabetes tipo 1 há mais de 5 anos ou em todos os pacientes com diabetes tipo 2. A fase inicial da nefropatia diabética é caracterizada pela microalbuminúria persistente, que é a excreção urinária de albumina em níveis acima do normal, mas abaixo do limiar detectável pelos testes de proteinúria convencionais. A relação albumina/creatinina urinária é o método preferencial para o rastreamento, sendo considerada alterada quando os valores estão entre 30 e 300 mg/g. A confirmação requer a presença dessa alteração em pelo menos duas de três amostras coletadas em um período de 3 a 6 meses. O tratamento visa o controle rigoroso da glicemia, da pressão arterial (com inibidores da ECA ou BRAs) e a modificação do estilo de vida. A detecção tardia, quando já há proteinúria franca ou elevação da creatinina, indica um estágio mais avançado da doença, com pior prognóstico renal e cardiovascular.
O primeiro sinal é a microalbuminúria, que se refere à excreção de pequenas quantidades de albumina na urina, antes que a proteinúria franca se manifeste.
É diagnosticada pela excreção de albumina urinária entre 30 e 300 mg/24h ou pela relação albumina/creatinina urinária entre 30 e 300 mg/g, confirmada em pelo menos duas de três amostras.
A creatinina sérica e a taxa de filtração glomerular só se alteram significativamente em fases mais avançadas da doença renal, quando já há perda considerável da função renal.
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