UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
A lesão glomerular clássica da nefropatia diabética é:
Nefropatia diabética → lesão glomerular clássica é glomeruloesclerose (difusa ou nodular, como Kimmelstiel-Wilson).
A nefropatia diabética é uma complicação microvascular do diabetes mellitus, caracterizada por alterações estruturais e funcionais nos glomérulos. A lesão clássica envolve o espessamento da membrana basal glomerular e a expansão mesangial, levando à glomeruloesclerose.
A nefropatia diabética é uma das principais causas de doença renal crônica terminal em todo o mundo, afetando aproximadamente 20-40% dos pacientes com diabetes mellitus. É uma complicação microvascular caracterizada por proteinúria progressiva, hipertensão arterial e declínio da função renal. O diagnóstico precoce, geralmente pela detecção de microalbuminúria, é crucial para retardar a progressão. A fisiopatologia envolve uma complexa interação de fatores metabólicos e hemodinâmicos. A hiperglicemia crônica leva a alterações estruturais nos glomérulos, como o espessamento da membrana basal glomerular, a expansão da matriz mesangial e a formação dos nódulos de Kimmelstiel-Wilson, que são depósitos hialinos acelulares no mesângio. A glomeruloesclerose focal e segmentar também pode ser uma manifestação. O tratamento foca no controle rigoroso da glicemia e da pressão arterial, com inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor de angiotensina II sendo a primeira linha para reduzir a proteinúria e proteger os rins. A detecção e manejo precoces são essenciais para prevenir a progressão para doença renal terminal e a necessidade de terapia renal substitutiva.
As principais alterações incluem espessamento da membrana basal glomerular, expansão mesangial (difusa ou nodular, formando os nódulos de Kimmelstiel-Wilson) e glomeruloesclerose focal e segmentar.
A microalbuminúria é o primeiro sinal clínico de lesão renal na nefropatia diabética, indicando aumento da permeabilidade glomerular e sendo um marcador precoce de risco para progressão da doença renal.
A hiperglicemia crônica leva à glicação de proteínas, estresse oxidativo, ativação de citocinas e fatores de crescimento (TGF-β), resultando em acúmulo de matriz extracelular no mesângio e espessamento da membrana basal, culminando em esclerose glomerular.
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