UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2019
Marque a alternativa CORRETA quanto a nefropatia diabética.
Nefropatia diabética: Glomeruloesclerose difusa é a histologia mais comum; microalbuminúria é o primeiro achado.
A nefropatia diabética é uma complicação microvascular crônica do diabetes, caracterizada por alterações histológicas como a glomeruloesclerose difusa. O primeiro sinal laboratorial é a microalbuminúria, e a doença em fase de macroalbuminúria geralmente não é reversível.
A nefropatia diabética é uma das complicações microvasculares mais graves do diabetes mellitus, sendo a principal causa de doença renal crônica terminal e necessidade de diálise ou transplante renal. Sua prevalência é alta em pacientes com diabetes de longa data e controle glicêmico inadequado. A compreensão de sua fisiopatologia e progressão é fundamental para o manejo clínico e a prevenção de desfechos adversos. A fisiopatologia envolve uma complexa interação de fatores hemodinâmicos e metabólicos. A hiperglicemia crônica induz alterações na microvasculatura renal, incluindo a hiperfiltração glomerular inicial devido à vasodilatação da arteríola aferente e vasoconstrição da eferente. Isso leva a um aumento da pressão intraglomerular, que, juntamente com a ativação de vias metabólicas e inflamatórias, resulta em dano progressivo aos glomérulos. Histologicamente, a glomeruloesclerose difusa é a manifestação mais comum, embora a glomeruloesclerose nodular (lesão de Kimmelstiel-Wilson) seja patognomônica. O diagnóstico precoce é crucial. O primeiro achado laboratorial é a microalbuminúria (30-300 mg/dia), que deve ser rastreada anualmente em pacientes diabéticos. A macroalbuminúria (>300 mg/dia) indica um estágio mais avançado e, neste ponto, a doença é geralmente irreversível, com o foco do tratamento sendo a desaceleração da progressão. O controle rigoroso da glicemia, da pressão arterial (com inibidores da ECA ou BRAs) e o manejo de outros fatores de risco cardiovascular são pilares do tratamento para preservar a função renal.
O primeiro achado laboratorial sugestivo de nefropatia diabética é a microalbuminúria, definida como a excreção urinária de albumina entre 30 e 300 mg/dia. Este estágio é crucial para intervenções que podem retardar a progressão da doença.
A hiperglicemia crônica causa uma série de alterações hemodinâmicas e estruturais nos rins. Inicialmente, leva à vasodilatação da arteríola aferente e vasoconstrição da arteríola eferente, resultando em hiperfiltração glomerular. A longo prazo, promove inflamação, fibrose e acúmulo de matriz extracelular, culminando em glomeruloesclerose.
Na fase de macroalbuminúria (proteinúria > 300 mg/dia), a nefropatia diabética já apresenta danos renais significativos e geralmente não é reversível. O objetivo do tratamento neste estágio é retardar a progressão para a doença renal crônica terminal, controlando rigorosamente a glicemia, a pressão arterial e utilizando inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo