Nefropatia Diabética: Manejo da Proteinúria e IR

HU-FMJ - Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP) — Prova 2021

Enunciado

Homem de 65 anos, com história de diabetes mellitus há 20 anos, em uso irregular de metformina 500 mg, 2 vezes ao dia e insulina NPH (não se recorda a dose), procura a unidade básica de saúde por edema de membros inferiores de início há 2 meses, com  piora progressiva, ascendente e indolor. Negou qualquer outro sintoma. Ao exame físico de entrada, apresentava-se em bom estado geral, corado, hidratado, pressão arterial de 152 x 84 mmHg. Ritmo cardíaco regular em 2 tempos, sem sopros, frequência cardíaca 78 batimentos por minuto. Aparelho respiratório sem alterações. Abdome flácido, com ruídos hidroaéreos presentes, edema de membros inferiores, simétrico, indolor e sem sinais de empastamento de panturrilhas. Solicitados exames que demonstraram: Hemoglobina 11,2 g/dL (referência:13-17), hematócrito 35% (referência: 35-45), plaquetas 182000/mm³ (referência: 150000-400000) leucócitos 11000/ mm³ (referência: 4000-11 000) com diferencial normal. Apresentava ainda creatinina 2,8 mg/dL (referência: 0,7-1,3), ureia 76 mg/dL (referência 10-50), potássio 3,8 mEq/L (referência: 3,5-5,5) e proteinúria de 24 horas de 3600 mg (referência: menor que 250 mg), hemoglobina glicosilada 12,3% (referência: menor que 5,7%). Com base na principal hipótese diagnóstica, qual a conduta inicial?

Alternativas

  1. A) Orientação de dieta, aumento da dose de metformina, uso correto de insulina e anlodipina para controle pressórico, sem necessidade de biópsia renal.
  2. B) Ultrassonografia de rins para definição de espessura cortical e programação de biópsia renal, orientação de dieta, aumento da dose de metformina e controle pressórico com losartana e controle rigoroso dos níveis de potássio e função renal.
  3. C) Programação de fístula para início precoce de terapia renal substitutiva, sem necessidade de biópsia renal, orientação de dieta, aumento da dose de insulina para controle glicêmico e anlodipina para controle pressórico.
  4. D) Orientação de dieta, uso correto de insulina, controle pressórico com losartana e controle rigoroso dos níveis de potássio e função renal, sem necessidade de biópsia renal.
  5. E) Biópsia renal guiada por ultrassonografia para definição diagnóstica, orientação de dieta e uso correto de insulina, evitar bloqueadores do receptor de angiotensina. Considerar corticoterapia, visando reduzir proteinuria. 

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