Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2021
Menino de 6 anos de idade apresenta história de urina escura associada com dor abdominal difusa durante dois dias. Qual é a provável hipótese diagnóstica para esse caso?
Criança com dor abdominal + urina escura (hematúria) → suspeitar nefrolitíase.
Em crianças, a dor abdominal difusa associada à urina escura (sugestiva de hematúria) deve levantar a suspeita de nefrolitíase. Embora menos comum que em adultos, a litíase urinária pediátrica pode se manifestar com sintomas atípicos, e a hematúria é um achado frequente.
A nefrolitíase pediátrica, ou litíase urinária em crianças, é uma condição que, embora menos comum que em adultos, tem apresentado aumento de incidência. É caracterizada pela formação de cálculos no trato urinário, que podem causar dor, obstrução e infecção. A apresentação clínica em crianças pode ser variada e, por vezes, inespecífica, o que dificulta o diagnóstico e exige um alto índice de suspeição por parte do médico. Os sintomas da nefrolitíase em crianças podem incluir dor abdominal difusa ou localizada no flanco, que pode ser intermitente ou tipo cólica, e hematúria, que se manifesta como urina escura ou avermelhada. Outros sinais podem ser disúria, polaciúria, enurese e infecções do trato urinário recorrentes. O diagnóstico é estabelecido pela combinação da história clínica, exame físico, análise de urina (que pode revelar hematúria microscópica ou macroscópica e cristalúria) e, principalmente, exames de imagem. A ultrassonografia renal é o método de escolha inicial, sendo não invasiva e sem radiação. O tratamento da nefrolitíase pediátrica depende do tamanho, localização e composição do cálculo, bem como dos sintomas e da presença de complicações. Cálculos pequenos podem ser eliminados espontaneamente com hidratação e manejo da dor. Para cálculos maiores ou obstrutivos, podem ser necessárias intervenções como litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LEOC), ureteroscopia ou nefrolitotomia percutânea. A prevenção de recorrências envolve a identificação e correção de fatores metabólicos subjacentes e a manutenção de uma boa hidratação.
Os sintomas podem ser inespecíficos, incluindo dor abdominal ou lombar, hematúria (urina escura ou avermelhada), disúria, polaciúria e, em casos de obstrução, febre e calafrios.
O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico, análise de urina (hematúria, cristalúria) e exames de imagem, como ultrassonografia renal e das vias urinárias, que é o método de escolha inicial devido à ausência de radiação.
Fatores de risco incluem histórico familiar, anomalias anatômicas do trato urinário, distúrbios metabólicos (hipercalciúria, hiperoxalúria, cistinúria), desidratação e certas medicações.
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