SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2020
A imagem abaixo é da urina de um paciente portador do vírus da imunodeficiência humana em tratamento com retroviral. O exame de urina foi colhido porque o paciente apresentou cólica renal. O ultrassom evidenciou hidronefrose do rim esquerdo. Assinale a afirmativa que apresenta a causa mais provável para o cálculo renal?
Indinavir é um antirretroviral associado a nefrolitíase e cristalúria em pacientes HIV.
O indinavir, um inibidor de protease, é conhecido por causar nefrolitíase e cristalúria em pacientes com HIV devido à sua baixa solubilidade na urina, formando cristais que podem levar à formação de cálculos renais e hidronefrose.
Pacientes portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) em tratamento com terapia antirretroviral (TARV) podem desenvolver diversas complicações, incluindo nefrolitíase. A urolitíase em pacientes HIV pode ter causas multifatoriais, incluindo fatores metabólicos, infecções e, notavelmente, efeitos adversos de alguns medicamentos antirretrovirais. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes dessas associações para um diagnóstico e manejo adequados. Entre os antirretrovirais, o indinavir, um inibidor de protease, é o mais conhecido por causar nefrolitíase e cristalúria. A fisiopatologia envolve a baixa solubilidade do indinavir na urina, o que leva à precipitação do fármaco e à formação de cristais. Esses cristais podem aglomerar-se, formando cálculos renais que podem causar cólica renal, hematúria e, em casos mais graves, hidronefrose e insuficiência renal. Outros antirretrovirais, como o atazanavir, também podem estar associados a cálculos renais, embora com menor frequência que o indinavir. O diagnóstico de nefrolitíase em pacientes HIV segue os mesmos princípios da população geral, com exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada. No entanto, a história de uso de indinavir deve levantar forte suspeita. O tratamento da cólica renal é sintomático, e a remoção do cálculo pode ser necessária. A prevenção é fundamental, com ênfase na hidratação adequada. Em pacientes que desenvolvem cálculos recorrentes ou significativos, a substituição do indinavir por um regime antirretroviral alternativo é a conduta de escolha para evitar futuras complicações renais e preservar a função renal.
O indinavir, um inibidor de protease, é o antirretroviral mais classicamente associado à formação de cálculos renais e cristalúria devido à sua baixa solubilidade na urina.
O indinavir pode precipitar na urina, formando cristais que agem como núcleos para a formação de cálculos. A baixa solubilidade do fármaco e a concentração urinária elevada contribuem para esse processo.
A prevenção inclui a ingestão adequada de líquidos para manter uma boa hidratação e diluição urinária. Em pacientes que desenvolvem cálculos, a substituição do indinavir por outro antirretroviral é frequentemente recomendada.
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