Nefrolitíase: Fisiopatologia, Fatores de Risco e Manejo

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024

Enunciado

Classifique V. para verdadeiro e F para falso tendo em vista a epidemiologia, a fisiopatologia e o manejo da nefrolitíase. Em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta (de cima para baixo).( ) Os cálculos renais são compostos por cristais em matriz de proteína. A maioria dos cristais contém cálcio, que geralmente está complexado com oxalato, fosfato ou ambos, enquanto outros cálculos são compostos por ácido úrico, fosfato de magnésio e amônio (estruvita) ou cistina, de maneira isolada ou combinados. Os cálculos renais se formam quando a saturação de seus componentes excede a solubilidade da fase sólida na urina.( ) A obesidade está correlacionada ao risco de formação de cálculo renal. Indivíduos com peso superior a 99,7 kg ou com índice de massa corporal (IMC) maior que 30 apresentam probabilidade significativamente menor de formar cálculo do que indivíduos com peso inferior a 68 kg ou IMC entre 21 e 22,9.( ) Os pacientes costumam se queixar de cólicas ureterais intensas. A dor é de início abrupto e pode se intensificar em uma dor intensa e excruciante no flanco. A dor pode migrar para a região ao longo do abdome e inferiormente à virilha, testículos ou grandes lábios conforme o cálculo desce pelo ureter em direção à junção ureterovesical.( ) Cálculos renais de 8 a 10 mm apresentam cerca de 85% de probabilidade de serem eliminados espontaneamente. A terapia expulsiva pode ser tentada com cautela com cálculos ureterais menores que 10 mm de diâmetro por 4 a 6 semanas se a dor estiver controlada, a função renal estiver normal e não houver evidências de infecção urinária ou obstrução significativa do sistema urinário.

Alternativas

  1. A) V - F - V - F.
  2. B) F - V - F - V.
  3. C) V - V - F - F.
  4. D) F - V - V - F.

Pérola Clínica

Cálculos renais: maioria cálcio-oxalato; obesidade ↑ risco; cólica ureteral = dor intensa irradiada; cálculos 8-10mm ↓ chance de eliminação espontânea.

Resumo-Chave

A nefrolitíase envolve a formação de cristais em matriz proteica, sendo a supersaturação urinária o principal fator. A obesidade é um fator de risco conhecido, aumentando a probabilidade de formação de cálculos. Embora a cólica ureteral seja uma dor característica, cálculos maiores que 7 mm têm baixa probabilidade de eliminação espontânea, exigindo intervenção.

Contexto Educacional

A nefrolitíase, ou doença do cálculo renal, é uma condição comum e recorrente, caracterizada pela formação de concreções sólidas no trato urinário. A fisiopatologia envolve a supersaturação da urina com substâncias litogênicas, como cálcio, oxalato, fosfato, ácido úrico e cistina, que precipitam e formam cristais. Esses cristais se agregam em uma matriz orgânica de proteína, formando os cálculos. A maioria dos cálculos é composta por cálcio (oxalato de cálcio ou fosfato de cálcio), mas outros tipos, como os de ácido úrico, estruvita (associados a infecções por bactérias produtoras de urease) e cistina, também são importantes. Fatores de risco para nefrolitíase incluem desidratação, dieta, condições metabólicas e genéticas. A obesidade é um fator de risco bem estabelecido, associada a alterações metabólicas que promovem a formação de cálculos, como aumento da excreção de oxalato e ácido úrico, e diminuição do pH urinário. Pacientes com obesidade (IMC > 30 kg/m²) têm maior probabilidade de desenvolver cálculos renais, ao contrário do que a assertiva falsa sugere. A apresentação clínica mais comum é a cólica ureteral, uma dor intensa e abrupta no flanco que irradia para o abdome inferior, virilha, testículos ou grandes lábios, conforme o cálculo migra pelo ureter. O manejo depende do tamanho e localização do cálculo, bem como da presença de sintomas, infecção ou obstrução. Cálculos menores que 5 mm têm alta taxa de eliminação espontânea, mas essa probabilidade diminui drasticamente para cálculos maiores. Cálculos de 8 a 10 mm têm uma chance significativamente menor de serem eliminados espontaneamente, e a terapia expulsiva medicamentosa é mais eficaz para cálculos menores que 10 mm, desde que não haja infecção, obstrução grave ou dor incontrolável.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de cálculos renais e sua composição?

A maioria dos cálculos renais é composta por cálcio, geralmente complexado com oxalato ou fosfato. Outros tipos incluem cálculos de ácido úrico, estruvita (fosfato de magnésio e amônio, associados a infecções) e cistina.

Como a obesidade se relaciona com o risco de formação de cálculos renais?

A obesidade é um fator de risco significativo para nefrolitíase, pois está associada a alterações metabólicas como insulinorresistência, hiperinsulinemia, aumento da excreção de oxalato e ácido úrico, e diminuição do pH urinário, favorecendo a formação de cálculos.

Qual a probabilidade de eliminação espontânea para cálculos ureterais de diferentes tamanhos?

A probabilidade de eliminação espontânea é inversamente proporcional ao tamanho do cálculo. Cálculos menores que 5 mm têm alta chance (>80%), enquanto cálculos de 5-7 mm têm uma chance intermediária (40-60%). Cálculos maiores que 7-10 mm têm uma probabilidade significativamente menor (<20-50%) e frequentemente requerem intervenção.

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