Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Homem de 36 anos procura pronto-socorro com dor lombar intensa, em cólica, irradiada para fossa ilíaca e região genital. A investigação diagnóstica confirma cálculo ureteral. Sobre a etiologia da nefrolitíase, assinale a alternativa correta:
Oxalato de cálcio = + comum (70-80%). Ácido úrico = radiotransparente. Estruvita = infecção (Proteus).
A maioria dos cálculos renais é composta por oxalato de cálcio, frequentemente associada a distúrbios metabólicos como hipercalciúria. O conhecimento da composição química guia a prevenção de recorrências.
A nefrolitíase é uma condição multifatorial com alta taxa de recorrência. A análise da composição do cálculo e a avaliação metabólica são fundamentais para o manejo a longo prazo. Enquanto o oxalato de cálcio domina a epidemiologia, condições específicas como o hiperparatireoidismo primário devem ser investigadas em casos de hipercalcemia. A tomografia computadorizada sem contraste é o padrão-ouro para o diagnóstico na fase aguda, permitindo localizar o cálculo e estimar sua densidade.
Os cálculos de oxalato de cálcio são os mais comuns, representando cerca de 70% a 80% de todos os casos de nefrolitíase. A formação desses cálculos está ligada a fatores como hipercalciúria, hiperoxalúria, hipocitratúria e baixo volume urinário. O manejo preventivo foca na hidratação adequada e correção desses distúrbios metabólicos específicos através de dieta e, se necessário, medicações como diuréticos tiazídicos.
Os cálculos de ácido úrico são formados em urina ácida e são radiotransparentes na radiografia simples. Já os cálculos de estruvita (fosfato amoníaco magnesiano) estão associados a infecções por bactérias produtoras de urease (como Proteus), que tornam a urina alcalina. Os cálculos de estruvita são frequentemente coraliformes e são radiopacos, embora menos densos que os de cálcio.
Os cálculos de cistina são raros e resultam de um erro inato do metabolismo chamado cistinúria, um distúrbio autossômico recessivo no transporte de aminoácidos nos túbulos renais. A baixa solubilidade da cistina em urina ácida leva à formação de cálculos recorrentes, muitas vezes iniciando na infância. O tratamento exige alta ingestão hídrica e alcalinização urinária rigorosa.
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