PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Sobre os tipos de cálculos renais, é CORRETO afirmar: I. Os cálculos de cálcio são os mais comuns e costumam ser densos e radiopacos. II. Os cálculos de ácido úrico geralmente cursam com urina alcalina e são radiopacos. III. Cálculos compostos por fosfato de amônio-magnésio geralmente são derivados de infecções urinárias causadas por bactérias produtoras de urease. IV. Cálculos de cistina são um dos tipos mais frequentes de cálculo renal. V. O uso de Indinavir pode provocar cristalização urinária e formação de cálculos radiotransparentes, inclusive em tomografias axiais computadorizadas.
Cálcio = Radiopaco | Ácido Úrico = Radiotransparente | Indinavir = Invisível na TC.
Cálculos de cálcio são os mais comuns e radiopacos. Cálculos de ácido úrico ocorrem em urina ácida e são radiotransparentes. O Indinavir causa cálculos únicos que não aparecem nem na TC sem contraste.
A nefrolitíase é uma condição prevalente com etiologia multifatorial. Os cálculos de oxalato de cálcio representam cerca de 70-80% dos casos, sendo densamente radiopacos. A compreensão da composição química é vital para o manejo: cálculos de estruvita exigem erradicação da infecção e muitas vezes intervenção cirúrgica por seu potencial de crescimento rápido. Cálculos de cistina são raros e decorrem de um erro inato do metabolismo (cistinúria). Um ponto de alta relevância em provas é a identificação de cálculos 'invisíveis' na TC, como os de Indinavir, e a diferenciação entre radiotransparência no Raio-X versus Tomografia, sendo o ácido úrico visível na TC devido à sua densidade atômica, apesar de transparente no Raio-X.
Os cálculos de ácido úrico são os mais conhecidos por serem radiotransparentes no raio-X simples, embora sejam visíveis na tomografia computadorizada (TC). Já os cálculos formados pelo medicamento Indinavir (um inibidor de protease usado no tratamento do HIV) são radiotransparentes tanto no raio-X quanto na TC convencional, o que dificulta muito o diagnóstico por imagem.
Os cálculos de estruvita (fosfato de amônio-magnésio) estão diretamente associados a infecções do trato urinário por bactérias produtoras de urease, como Proteus mirabilis e Klebsiella. A urease quebra a ureia em amônia, alcalinizando a urina e facilitando a precipitação desses cristais, que podem formar cálculos coraliformes volumosos.
Diferente da maioria dos cálculos, a formação de cálculos de ácido úrico é favorecida por um pH urinário persistentemente baixo (urina ácida, pH < 5.5). Em meios alcalinos, o ácido úrico torna-se mais solúvel. Por isso, uma das bases do tratamento e prevenção desses cálculos é a alcalinização urinária com citrato de potássio.
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