UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
O lúpus eritematoso sistémico é uma doença autoimune com manifestações clínicas variáveis. Dentre essas manifestações, há o acometimento renal, com elevada mortalidade. Qual a forma de acometimento mais grave na nefrite lúpica?
Nefrite lúpica proliferativa difusa (Classe IV) → forma mais grave, maior risco de perda renal.
A nefrite lúpica é uma das manifestações mais sérias do LES, sendo a classe IV (proliferativa difusa) a mais agressiva, com maior risco de progressão para doença renal terminal se não tratada adequadamente. O diagnóstico precoce por biópsia renal é crucial para guiar o tratamento imunossupressor.
A nefrite lúpica é uma das manifestações mais sérias do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), afetando até 60% dos pacientes e sendo uma das principais causas de morbimortalidade. Sua importância reside na alta prevalência e no potencial de progressão para doença renal terminal, exigindo diagnóstico e tratamento precoces. O acometimento renal no LES é heterogêneo, e a classificação histopatológica é crucial para determinar o prognóstico e a abordagem terapêutica. A fisiopatologia envolve a deposição de imunocomplexos nos glomérulos, ativando processos inflamatórios e levando a diferentes padrões de lesão renal. A biópsia renal é o padrão-ouro para o diagnóstico e classificação, distinguindo as seis classes histopatológicas. A classe IV, nefrite lúpica proliferativa difusa, é caracterizada por proliferação celular endocapilar e/ou extracapilar em mais de 50% dos glomérulos, sendo a forma mais agressiva e com maior risco de perda da função renal. O tratamento da nefrite lúpica, especialmente da classe IV, geralmente envolve terapia imunossupressora intensiva, como pulsoterapia com corticosteroides seguida de micofenolato de mofetila ou ciclofosfamida, com o objetivo de induzir remissão e prevenir a progressão da doença renal. O prognóstico está diretamente relacionado à classe histopatológica, à resposta ao tratamento e à presença de cronicidade na biópsia inicial. O monitoramento contínuo da função renal e da atividade da doença é essencial para otimizar os resultados a longo prazo.
A nefrite lúpica é classificada em seis classes pela ISN/RPS (2003): I (mínima mesangial), II (proliferativa mesangial), III (proliferativa focal), IV (proliferativa difusa), V (membranosa) e VI (esclerótica avançada).
A Classe IV é a mais grave devido ao envolvimento glomerular extenso, com proliferação endocapilar e/ou extracapilar em mais de 50% dos glomérulos, levando a maior risco de insuficiência renal progressiva.
A biópsia renal é fundamental para confirmar o diagnóstico, classificar a nefrite lúpica, avaliar a atividade e cronicidade da doença, e guiar a escolha do regime imunossupressor mais adequado.
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