UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Nefrite lúpica ocorre em mais de 50% das pacientes, que geralmente são assintomáticas. A avaliação inicial é feita por:
Rastreio inicial de nefrite lúpica = exame de urina (proteinúria, hematúria) + creatinina sérica.
A nefrite lúpica é uma complicação comum e grave do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), frequentemente assintomática em suas fases iniciais. A avaliação inicial e o rastreamento devem incluir exames simples e de baixo custo, como o exame de urina (para detectar proteinúria e hematúria) e a creatinina sérica (para avaliar a função renal).
A nefrite lúpica é uma das manifestações mais graves do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), afetando mais da metade dos pacientes e sendo uma das principais causas de morbimortalidade. Sua característica insidiosa, com frequência assintomática nas fases iniciais, torna o rastreamento e diagnóstico precoce essenciais para preservar a função renal. A patogênese envolve o depósito de imunocomplexos nos glomérulos, levando a uma resposta inflamatória e dano renal progressivo. A avaliação inicial e o monitoramento regular da função renal em pacientes com LES devem incluir exames simples e acessíveis. O exame de urina é fundamental para detectar proteinúria (indicativo de lesão glomerular), hematúria (com ou sem cilindros) e leucocitúria estéril. Paralelamente, a dosagem da creatinina sérica é crucial para estimar a taxa de filtração glomerular e identificar qualquer declínio na função renal. Esses exames, quando alterados, sinalizam a necessidade de investigação mais aprofundada, como a proteinúria de 24 horas e, frequentemente, a biópsia renal. Para o residente, a vigilância ativa da nefrite lúpica é um pilar no manejo do LES. A identificação precoce de alterações renais permite a introdução de terapias imunossupressoras adequadas, como corticosteroides e agentes citotóxicos, que podem retardar a progressão para doença renal crônica terminal. A compreensão da importância do rastreamento e da interpretação desses exames é vital para a prática clínica e para a melhoria do prognóstico dos pacientes lúpicos.
A nefrite lúpica pode ser assintomática nas fases iniciais porque o dano renal pode progredir silenciosamente antes de causar sintomas como edema, hipertensão ou alterações urinárias macroscópicas.
No exame de urina, pode-se encontrar proteinúria (geralmente > 0,5 g/24h), hematúria (com ou sem cilindros hemáticos), leucocitúria estéril e cilindros granulosos ou celulares, indicando inflamação glomerular.
A biópsia renal é indicada para confirmar o diagnóstico, classificar o tipo histológico da nefrite lúpica, avaliar a atividade e cronicidade da doença e guiar a terapia imunossupressora, especialmente em casos de proteinúria significativa ou deterioração da função renal.
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