AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Uma das mais importantes causas de morbimortalidade em pacientes portadores de lúpus eritematoso sistêmico é o acometimento glomerular através das diversas formas de manifestação da nefrite lúpica. A forma mais comum e considerada a mais grave de nefrite lúpica é:
Nefrite Lúpica Difusa (Classe IV) = forma mais comum e grave de acometimento renal no LES.
A Nefrite Lúpica Proliferativa Difusa (Classe IV da classificação da ISN/RPS) é a forma mais prevalente e grave de acometimento renal no Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). Ela se caracteriza por inflamação e proliferação celular em mais de 50% dos glomérulos, levando a um alto risco de progressão para doença renal crônica terminal se não tratada agressivamente.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica e multissistêmica, com o acometimento renal sendo uma das manifestações mais graves e um preditor significativo de morbimortalidade. A nefrite lúpica ocorre em até 60% dos pacientes com LES e é classificada histopatologicamente pela International Society of Nephrology/Renal Pathology Society (ISN/RPS) em seis classes, variando de lesões mesangiais mínimas a glomerulonefrite esclerosante. A Nefrite Lúpica Proliferativa Difusa (Classe IV) é a forma mais comum e, de fato, a mais grave, presente em cerca de 35-60% dos pacientes com nefrite lúpica. Sua fisiopatologia envolve a deposição de imunocomplexos no subendotélio glomerular, ativando o complemento e resultando em inflamação e proliferação celular difusa, levando a danos glomerulares extensos. Clinicamente, manifesta-se com proteinúria, hematúria, hipertensão e insuficiência renal progressiva. O diagnóstico é estabelecido pela biópsia renal, que é crucial para classificar a nefrite e guiar o tratamento. O manejo da Classe IV é agressivo, com o objetivo de preservar a função renal e prevenir a progressão para doença renal crônica terminal. Inclui terapia de indução com corticosteroides e imunossupressores potentes (ciclofosfamida ou micofenolato de mofetila), seguida por terapia de manutenção. O prognóstico melhorou significativamente com os avanços terapêuticos, mas ainda exige monitoramento rigoroso e manejo multidisciplinar.
Caracteriza-se por lesões proliferativas e inflamatórias em mais de 50% dos glomérulos, com depósitos imunes subendoteliais. Clinicamente, manifesta-se com proteinúria nefrótica, hematúria, hipertensão e rápida deterioração da função renal.
O diagnóstico definitivo requer biópsia renal, que permite a classificação histopatológica de acordo com a International Society of Nephrology/Renal Pathology Society (ISN/RPS) e orienta o tratamento.
O tratamento geralmente envolve uma fase de indução com corticosteroides em altas doses (pulsoterapia com metilprednisolona) combinados com agentes imunossupressores como ciclofosfamida ou micofenolato de mofetila, seguidos por terapia de manutenção.
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