ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2022
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica multissistêmica que afeta, com maior frequência, mulheres em idade fértil, e ocorre em decorrência a danos teciduais mediados pelo sistema imune. Em relação ao Lúpus, assinalar a alternativa CORRETA:
Nefrite lúpica = manifestação renal do LES, comum e principal indicador de pior prognóstico.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune multissistêmica, com o envolvimento renal (nefrite lúpica) sendo uma das manifestações mais graves e um fator determinante do prognóstico, exigindo monitoramento e tratamento agressivos para preservar a função renal.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica e multissistêmica, com uma prevalência maior em mulheres em idade fértil. Sua patogênese envolve a produção de autoanticorpos que resultam em danos teciduais em diversos órgãos e sistemas, levando a um amplo espectro de manifestações clínicas. Entre as manifestações, o envolvimento renal, conhecido como nefrite lúpica, é particularmente significativo. A nefrite lúpica é uma das complicações mais graves do LES e um dos principais preditores de morbimortalidade. Pode variar de glomerulonefrite mesangial leve a formas proliferativas difusas graves, que, se não tratadas agressivamente, podem progredir para insuficiência renal crônica terminal. O diagnóstico precoce e a biópsia renal são fundamentais para classificar a nefrite e guiar o tratamento. Além do rim, o LES afeta frequentemente as articulações (artralgias e artrites não erosivas), a pele (eritema malar, lesões discoides), as serosas (pleurite, pericardite), o sistema hematológico e o sistema nervoso central. O sistema pulmonar também pode ser afetado, com manifestações como pleurite, pneumonite lúpica e hipertensão pulmonar. O manejo do LES é complexo e individualizado, visando controlar a atividade da doença, prevenir danos orgânicos e melhorar a qualidade de vida do paciente.
As manifestações renais do LES são conhecidas como nefrite lúpica, que pode variar de formas leves (glomerulonefrite mesangial) a graves (glomerulonefrite proliferativa difusa). Caracteriza-se por proteinúria, hematúria, cilindros e, em casos avançados, insuficiência renal.
A nefrite lúpica, especialmente as formas proliferativas, pode levar à doença renal crônica terminal se não tratada adequadamente, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes com LES. O tratamento agressivo é crucial para preservar a função renal.
O LES é multissistêmico, com manifestações comuns incluindo artralgias/artrites (não erosivas), lesões cutâneas (eritema malar, lesões discoides), serosites (pleurite, pericardite), alterações hematológicas (anemia, leucopenia, trombocitopenia) e neurológicas.
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