PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Mulher, 29 anos, história de diagnóstico e tratamento para nefrite lúpica classe IV há 1 ano. Em tratamento de manutenção com micofenolato de mofetil 500 mg 2 comprimidos por via oral de 12/12 horas, predsinoma 5mg, hidroxicloroquina 400 mg/dia. Descobriu uma gravidez de 6 semanas. Apresenta-se com pressão arterial 120 x 75 m²/12 horas, exame comum de urina sem beroematuria ou leucocitúria. Proteinura na urina de 24 h = 150 mg. Para este caso relatado, como fazer a gestão do tratamento imunossupressor?
Planejou ou engravidou com Micofenolato → Trocar imediatamente por Azatioprina.
O micofenolato de mofetil é teratogênico e deve ser substituído pela azatioprina em pacientes com nefrite lúpica que desejam engravidar ou que descobrem gravidez em curso.
A gestação em pacientes com nefrite lúpica é de alto risco, exigindo planejamento e controle da doença por pelo menos 6 meses antes da concepção. O micofenolato de mofetil, embora eficaz na indução e manutenção da remissão, é formalmente contraindicado na gravidez. A azatioprina é o imunossupressor de escolha para substituir o micofenolato, pois possui perfil de segurança estabelecido (Categoria B). O manejo deve ser multidisciplinar entre reumatologista, nefrologista e obstetra de alto risco, visando manter a remissão da doença e monitorar complicações como a pré-eclâmpsia, que pode mimetizar um flare de nefrite lúpica.
O micofenolato de mofetil é classificado como categoria D/X na gestação devido ao seu alto potencial teratogênico. Ele está associado a um risco aumentado de aborto espontâneo no primeiro trimestre e malformações congênitas graves, incluindo microtia (anomalias de orelha), fenda palatina e defeitos cardíacos.
Sim, a hidroxicloroquina é considerada segura e essencial durante a gestação em pacientes com lúpus. Ela reduz o risco de flares maternos, diminui o risco de bloqueio cardíaco congênito em pacientes com anticorpos anti-Ro/La e melhora os desfechos obstétricos gerais.
A prednisona em doses baixas (geralmente < 10-20 mg/dia) é considerada segura, pois é amplamente metabolizada pela enzima 11-beta-hidroxiesteroide desidrogenase placentária, resultando em baixa exposição fetal. No entanto, o uso crônico aumenta o risco de diabetes gestacional e hipertensão materna.
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