Nefrite Lúpica: Tratamento e Manejo Atualizado

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023

Enunciado

Sobre nefrite lúpica marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Biópsia renal deve ser realizada de forma obrigatória para avaliar envolvimento renal nos pacientes com lúpus eritematoso sistêmico.
  2. B) Tratamento preferencial para nefrite lúpica, independentemente da classe histológica, deve ser metilprednisolona e ciclofosfamida.
  3. C) Micofenolatomofetil é uma excelente alternativa terapêutica para a fase de manutenção do tratamento da doença.
  4. D) Espera-se encontrar imunofluorescência negativa, uma vez que se trata de uma doença pauci-imune.
  5. E) Os achados compatíveis com nefrite lúpica são protenúria> 1g/d ou hipocelularidade glomerular.

Pérola Clínica

Nefrite Lúpica: Micofenolato Mofetil (MMF) é tratamento de manutenção preferencial após indução.

Resumo-Chave

O micofenolato mofetil (MMF) é amplamente utilizado na fase de manutenção da nefrite lúpica, especialmente após a indução da remissão com ciclofosfamida ou MMF, devido ao seu perfil de eficácia e segurança, prevenindo recaídas e preservando a função renal.

Contexto Educacional

A nefrite lúpica é uma das manifestações mais graves do lúpus eritematoso sistêmico (LES), afetando até 60% dos pacientes e sendo uma das principais causas de morbimortalidade. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para preservar a função renal e melhorar o prognóstico. A biópsia renal é fundamental para classificar a nefrite lúpica em suas diferentes classes histológicas (ISN/RPS), o que direciona a escolha terapêutica. O tratamento da nefrite lúpica geralmente envolve uma fase de indução para controlar a inflamação ativa e uma fase de manutenção para prevenir recaídas. Para a indução, as opções incluem ciclofosfamida (pulsoterapia) ou micofenolato mofetil (MMF), geralmente combinados com corticosteroides. A escolha depende da classe histológica e da gravidade da doença. Na fase de manutenção, o micofenolato mofetil é considerado uma excelente alternativa terapêutica, com evidências de eficácia e um perfil de segurança favorável em comparação com a ciclofosfamida em uso prolongado. A imunofluorescência na biópsia renal é tipicamente positiva, mostrando depósitos de imunocomplexos (IgG, IgA, IgM, C3, C1q), o que reflete a natureza autoimune da doença, e não pauci-imune. A proteinúria significativa (>0,5 g/24h) é um critério importante para suspeita de nefrite lúpica.

Perguntas Frequentes

Quando a biópsia renal é indicada na nefrite lúpica?

A biópsia renal é indicada para pacientes com lúpus eritematoso sistêmico que apresentam evidências de envolvimento renal, como proteinúria persistente (>0,5 g/24h), hematúria glomerular, cilindros celulares ou elevação da creatinina sérica, para classificar a doença e guiar o tratamento.

Qual o papel do micofenolato mofetil no tratamento da nefrite lúpica?

O micofenolato mofetil (MMF) é uma medicação imunossupressora utilizada tanto na fase de indução (especialmente em classes III, IV e V) quanto, e principalmente, na fase de manutenção da nefrite lúpica, para prevenir recaídas e preservar a função renal, devido ao seu perfil de eficácia e segurança.

Quais são as principais classes histológicas da nefrite lúpica?

As principais classes histológicas da nefrite lúpica, conforme a classificação da ISN/RPS, são: I (mesangial mínima), II (mesangial proliferativa), III (proliferativa focal), IV (proliferativa difusa), V (membranosa) e VI (esclerótica avançada), cada uma com implicações prognósticas e terapêuticas distintas.

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