Nefrite Lúpica vs Pré-eclâmpsia: Como Diferenciar na Gestação

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Beatriz, 31 anos, primigesta, portadora de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) há 5 anos, em uso regular de hidroxicloroquina 400 mg/dia, apresenta-se em consulta de pré-natal com 29 semanas de gestação. Refere surgimento de edema em membros inferiores e face, além de urina mais escura nos últimos 4 dias. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 158 x 102 mmHg, sem queixas de cefaleia ou escotomas. Os exames laboratoriais revelam: hemoglobina 10,8 g/dL, plaquetas 125.000/mm³, creatinina 1,2 mg/dL (valor basal de 0,6 mg/dL há 3 meses) e proteinúria de fita 3+. O sedimento urinário demonstra hematúria dismórfica e presença de cilindros hemáticos e granulosos. A dosagem de complemento revela C3 de 38 mg/dL (referência: 90-180 mg/dL) e C4 de 5 mg/dL (referência: 10-40 mg/dL), com título de anti-dsDNA elevado (1:160). O ácido úrico sérico é de 3,5 mg/dL. A avaliação da vitalidade fetal, composta por cardiotocografia e Doppler de artéria umbilical, apresenta-se normal para a idade gestacional. Com base no quadro clínico e laboratorial, o diagnóstico mais provável e a conduta recomendada são:

Alternativas

  1. A) Hipertensão arterial crônica com proteinúria fisiológica da gestação; ajuste da dose de metildopa e acompanhamento ambulatorial semanal.
  2. B) Atividade de nefrite lúpica; início de pulsoterapia com metilprednisolona e manutenção da gestação sob vigilância fetal rigorosa.
  3. C) Síndrome HELLP; estabilização materna com dexametasona em doses altas e parto por via abdominal (cesariana) de urgência.
  4. D) Pré-eclâmpsia grave; internação para sulfatação de magnésio e interrupção imediata da gestação após corticoterapia para maturidade pulmonar.

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