HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Qual é a causa mais frequente de nefrite intersticial aguda?
Nefrite Intersticial Aguda (NIA) → causa mais comum é medicamentosa (70-75%).
A nefrite intersticial aguda é uma importante causa de lesão renal aguda, e a etiologia medicamentosa é a mais prevalente. Diversos fármacos, como antibióticos e AINEs, podem desencadear uma reação de hipersensibilidade que leva à inflamação do interstício renal.
A nefrite intersticial aguda (NIA) é uma condição inflamatória que afeta o interstício renal e os túbulos, poupando primariamente os glomérulos. É uma causa importante de lesão renal aguda (LRA), e sua etiologia é predominantemente medicamentosa, respondendo por cerca de 70-75% dos casos. A NIA medicamentosa é geralmente uma reação de hipersensibilidade tardia, não dose-dependente, que pode ocorrer dias a semanas após a exposição ao fármaco. Os principais medicamentos envolvidos incluem antibióticos (penicilinas, cefalosporinas, sulfas), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), inibidores da bomba de prótons (IBPs), diuréticos e anticonvulsivantes. Clinicamente, os pacientes podem apresentar febre, rash cutâneo, eosinofilia e sintomas renais como oligúria, dor lombar e elevação da creatinina sérica. O diagnóstico é suspeitado pela história clínica e achados laboratoriais, mas a biópsia renal é o padrão-ouro para confirmação. O manejo da NIA envolve a suspensão imediata do agente etiológico. Em casos graves ou com progressão da disfunção renal, a terapia com corticosteroides pode ser benéfica para acelerar a recuperação da função renal. Para residentes, é crucial ter um alto índice de suspeita para NIA em pacientes com LRA e história de uso recente de medicamentos, a fim de evitar danos renais permanentes e garantir uma intervenção precoce.
Os medicamentos mais comumente associados incluem antibióticos (especialmente beta-lactâmicos), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), diuréticos tiazídicos e inibidores da bomba de prótons (IBPs).
O diagnóstico é suspeitado por história clínica (uso de medicamentos, febre, rash, eosinofilia), elevação da creatinina e alterações urinárias (proteinúria leve, hematúria, piúria estéril). A biópsia renal é o padrão-ouro para confirmação.
A conduta inicial é a suspensão imediata do medicamento suspeito. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de corticosteroides para reduzir a inflamação e preservar a função renal.
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