Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Homem, 34 anos, apresenta nefrite intersticial aguda acompanhada de febre, rash cutâneo difuso e artralgias. Mais provavelmente ela está relacionada ao uso de
Nefrite intersticial aguda + febre, rash, artralgia → suspeitar de hipersensibilidade medicamentosa (ex: beta-lactâmicos).
A nefrite intersticial aguda medicamentosa é uma reação de hipersensibilidade, frequentemente tipo IV, que se manifesta com a tríade clássica de febre, rash cutâneo e artralgias, além da disfunção renal. Antibióticos beta-lactâmicos são uma das causas mais comuns.
A nefrite intersticial aguda (NIA) é uma causa importante de lesão renal aguda, caracterizada por inflamação do interstício renal. A forma medicamentosa é a mais comum, representando cerca de 70% dos casos, e é crucial para o residente reconhecer sua apresentação para um manejo adequado e rápido. A incidência varia, mas é uma condição que exige alta suspeição clínica. A fisiopatologia envolve uma reação de hipersensibilidade, geralmente tipo IV (mediada por células T), aos fármacos ou seus metabólitos. O diagnóstico é suspeitado pela tríade clássica de febre, rash cutâneo e artralgias, acompanhada de elevação da creatinina sérica e, por vezes, eosinofilia e eosinofilúria. A biópsia renal é o padrão-ouro, mas nem sempre é necessária se a suspeita clínica for alta e houver melhora após a suspensão do agente. O tratamento primário consiste na interrupção imediata do medicamento agressor. Em alguns casos, especialmente se não houver melhora ou a lesão for grave, corticosteroides (como prednisona) podem ser utilizados para acelerar a recuperação da função renal. O prognóstico geralmente é bom com a retirada precoce do fármaco, mas a recuperação completa da função renal pode não ocorrer em todos os pacientes.
Os sinais clássicos incluem febre, rash cutâneo difuso e artralgias, que podem acompanhar a disfunção renal aguda. Eosinofilia e eosinofilúria também são achados comuns.
A conduta inicial é a suspensão imediata do medicamento suspeito. Em casos graves ou persistentes, corticosteroides podem ser considerados para reduzir a inflamação.
Antibióticos beta-lactâmicos (como penicilinas e cefalosporinas), AINEs, sulfonamidas, diuréticos tiazídicos e inibidores da bomba de prótons são classes de medicamentos frequentemente associadas.
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