Manejo da Nefrite Intersticial Aguda e IRA Intrínseca

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026

Enunciado

A Injúria Renal Aguda (IRA) intrínseca pode ser causada por diversas condições que afetam diretamente as estruturas dos rins, como os túbulos, glomérulos, vasos e interstício. Entre os mecanismos mais comuns de IRA intrínseca estão a Necrose Tubular Aguda (NTA), a Nefrite Intersticial Aguda (NIA) e a glomerulonefrite. Sobre a IRA intrínseca e sua conduta inicial, qual das alternativas está correta?

Alternativas

  1. A) Na necrose tubular aguda, a principal abordagem é suspender o uso de antibióticos nefrotóxicos e otimizar a volemia com reposição intravenosa de fluidos.
  2. B) A nefrite intersticial aguda, frequentemente associada ao uso de Anti-Inflamatórios Não Esteroidais (AINEs), deve ser tratada com reposição agressiva de fluidos para estimular a diurese.
  3. C) A glomerulonefrite rapidamente progressiva é uma causa comum de IRA pós-renal e deve ser inicialmente tratada com bloqueadores do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA).
  4. D) Na IRA causada por nefrite intersticial aguda, a conduta inicial é suspender a droga causadora e considerar o uso de corticoterapia, dependendo da gravidade.
  5. E) A IRA pré-renal frequentemente progride para necrose tubular aguda, sendo necessário o uso imediato de diuréticos para evitar essa progressão.

Pérola Clínica

NIA → Suspensão do agente causal + Corticoides se grave ou sem melhora rápida após retirada da droga.

Resumo-Chave

A IRA intrínseca exige identificação do compartimento renal afetado. Na NIA, a remoção do gatilho (frequentemente fármacos) é o pilar, com corticoides reservados para casos graves.

Contexto Educacional

A Injúria Renal Aguda (IRA) intrínseca representa um desafio diagnóstico devido à diversidade de etiologias que afetam os túbulos, o interstício, os glomérulos ou os vasos. A Nefrite Intersticial Aguda (NIA) é uma causa importante, caracterizada por uma reação de hipersensibilidade tipo IV a medicamentos. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão para doença renal crônica. O tratamento baseia-se na identificação e retirada imediata do agente agressor. Embora a tríade clássica (febre, rash e eosinofilia) seja pouco frequente, a presença de eosinofilia e cilindros leucocitários deve elevar a suspeição clínica. A corticoterapia desempenha um papel crucial em casos refratários ou graves, acelerando a recuperação da função renal e reduzindo o risco de fibrose intersticial permanente.

Perguntas Frequentes

Quais os principais fármacos causadores de NIA?

Os principais gatilhos para Nefrite Intersticial Aguda incluem antibióticos (como penicilinas, cefalosporinas e sulfonamidas), anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), diuréticos e inibidores da bomba de prótons. A reação é geralmente idiossincrática e não dose-dependente, manifestando-se com infiltrado inflamatório no interstício renal.

Quando indicar corticoterapia na NIA?

A corticoterapia (geralmente prednisona 1mg/kg/dia) é indicada quando não há melhora da função renal após 3 a 7 dias da suspensão da droga suspeita ou em casos de biópsia demonstrando inflamação intersticial grave e fibrose incipiente, visando prevenir a cronicidade da lesão renal.

Como diferenciar NTA de NIA clinicamente?

A NTA geralmente decorre de isquemia prolongada ou toxinas diretas, apresentando cilindros granulosos 'sujos'. A NIA frequentemente apresenta febre, rash cutâneo e eosinofilia (tríade clássica presente em menos de 30% dos casos), além de piúria estéril e cilindros leucocitários no sedimento urinário.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo