UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 55 anos é diagnosticado com um tumor renalsólido de 4 cm no pólo inferior do rim direito. O tratamento é:
Tumor renal sólido ≤ 4 cm (T1a) → Nefrectomia parcial (padrão-ouro).
A nefrectomia parcial é preferível em tumores T1a por preservar a função renal a longo prazo sem comprometer os resultados oncológicos em comparação à radical.
O diagnóstico de massas renais incidentais aumentou significativamente com o uso rotineiro de exames de imagem. Para tumores sólidos localizados, a cirurgia é o tratamento definitivo. O estágio T1a refere-se a tumores limitados ao rim com diâmetro ≤ 4 cm. A nefrectomia parcial, seja por via aberta, laparoscópica ou robótica, oferece excelentes resultados oncológicos com o benefício adicional de manter a reserva funcional renal, sendo a conduta de escolha para o caso apresentado.
A nefrectomia parcial (cirurgia poupadora de néfrons) é indicada obrigatoriamente em pacientes com rim único, tumores bilaterais ou insuficiência renal prévia. Atualmente, é considerada o padrão-ouro eletivo para qualquer tumor renal sólido em estágio T1a (≤ 4 cm) e deve ser considerada para tumores T1b (4-7 cm) sempre que tecnicamente viável, visando a preservação da função renal.
Sim. Estudos de longo prazo demonstram que, para tumores pequenos (T1a), a sobrevida livre de doença e a sobrevida global da nefrectomia parcial são equivalentes às da nefrectomia radical. A principal vantagem é a redução da incidência de eventos cardiovasculares e progressão para diálise, associados à perda de massa renal.
A nefrectomia radical é preferida em tumores volumosos (T2 ou superior), tumores que invadem o sistema coletor ou a veia renal, ou quando a localização do tumor (ex: central/hilar) torna a ressecção parcial tecnicamente perigosa ou com alto risco de margens positivas e complicações hemorrágicas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo