Tratamento do Tumor Renal T1a: Nefrectomia Parcial

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem de 55 anos é diagnosticado com um tumor renalsólido de 4 cm no pólo inferior do rim direito. O tratamento é:

Alternativas

  1. A) Observação.
  2. B) Radioterapia.
  3. C) Nefrectomia parcial.
  4. D) Nefrectomia radical. Atenção: Leia o enunciado a seguir para responder às questões de números 16 a 20. Mulher de 23 anos sofreu queda de moto com fratura exposta e perda de tecidos do terço médio da perna esquerda, com uma extensão de 7 x 5 cm e exposição óssea sem periósteo.

Pérola Clínica

Tumor renal sólido ≤ 4 cm (T1a) → Nefrectomia parcial (padrão-ouro).

Resumo-Chave

A nefrectomia parcial é preferível em tumores T1a por preservar a função renal a longo prazo sem comprometer os resultados oncológicos em comparação à radical.

Contexto Educacional

O diagnóstico de massas renais incidentais aumentou significativamente com o uso rotineiro de exames de imagem. Para tumores sólidos localizados, a cirurgia é o tratamento definitivo. O estágio T1a refere-se a tumores limitados ao rim com diâmetro ≤ 4 cm. A nefrectomia parcial, seja por via aberta, laparoscópica ou robótica, oferece excelentes resultados oncológicos com o benefício adicional de manter a reserva funcional renal, sendo a conduta de escolha para o caso apresentado.

Perguntas Frequentes

Quais as indicações para nefrectomia parcial?

A nefrectomia parcial (cirurgia poupadora de néfrons) é indicada obrigatoriamente em pacientes com rim único, tumores bilaterais ou insuficiência renal prévia. Atualmente, é considerada o padrão-ouro eletivo para qualquer tumor renal sólido em estágio T1a (≤ 4 cm) e deve ser considerada para tumores T1b (4-7 cm) sempre que tecnicamente viável, visando a preservação da função renal.

Nefrectomia parcial é segura oncologicamente?

Sim. Estudos de longo prazo demonstram que, para tumores pequenos (T1a), a sobrevida livre de doença e a sobrevida global da nefrectomia parcial são equivalentes às da nefrectomia radical. A principal vantagem é a redução da incidência de eventos cardiovasculares e progressão para diálise, associados à perda de massa renal.

Quando a nefrectomia radical ainda é preferida?

A nefrectomia radical é preferida em tumores volumosos (T2 ou superior), tumores que invadem o sistema coletor ou a veia renal, ou quando a localização do tumor (ex: central/hilar) torna a ressecção parcial tecnicamente perigosa ou com alto risco de margens positivas e complicações hemorrágicas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo