SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Um paciente de 74 anos, diabético de longa data, estava internado para tratamento de pielonefrite. Apesar de a urocultura ter confirmado que a bactéria era sensível ao antibiótico em uso, ele permanecia com picos febris no quarto dia de tratamento, quando apresentou hematúria macroscópica e passou a evoluir com disfunção renal, apesar de estável hemodinamicamente. Que complicação poderia justificar essa evolução desfavorável?
Diabético com pielonefrite, febre persistente, hematúria e disfunção renal → Suspeitar de Necrose Papilar Renal.
A necrose papilar renal é uma complicação grave, especialmente em diabéticos e pacientes com pielonefrite, caracterizada pela isquemia e necrose das papilas renais. A persistência de febre, hematúria e disfunção renal, mesmo com antibiótico adequado, deve levantar a suspeita dessa condição.
A necrose papilar renal é uma condição grave caracterizada pela isquemia e necrose das papilas renais, que pode levar à disfunção renal aguda e crônica. É mais comum em pacientes com condições predisponentes que comprometem o fluxo sanguíneo medular renal, como diabetes mellitus (principalmente de longa data e mal controlada), doença falciforme, uso crônico de analgésicos (especialmente AINES), obstrução do trato urinário e pielonefrite grave. Clinicamente, a necrose papilar renal deve ser suspeitada em pacientes de risco que apresentam pielonefrite com evolução desfavorável, como febre persistente apesar de antibiótico adequado, dor lombar, hematúria macroscópica (devido à eliminação de fragmentos necróticos) e piora da função renal. A presença de fragmentos de tecido na urina é patognomônica, mas rara. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, sendo a tomografia computadorizada com contraste o método de escolha, que pode revelar cavidades, calcificações ou ausência de papilas. O tratamento é primariamente de suporte, focando no controle da infecção subjacente, alívio da dor, hidratação e, se houver obstrução do trato urinário por fragmentos papilares, a remoção endoscópica pode ser necessária. O prognóstico depende da extensão da necrose e da presença de outras comorbidades.
Os principais fatores de risco incluem diabetes mellitus, doença falciforme, uso crônico de analgésicos (AINES), obstrução do trato urinário e pielonefrite grave.
Além da febre persistente e disfunção renal, a hematúria macroscópica é um sinal chave, muitas vezes acompanhada de dor lombar e, em alguns casos, eliminação de fragmentos de tecido papilar na urina.
O diagnóstico é feito por exames de imagem como tomografia computadorizada. O tratamento é de suporte, incluindo controle da infecção, alívio da dor, hidratação e, se houver obstrução, remoção dos fragmentos papilares.
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