Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2020
Paciente com pancreatite aguda e necrose pancreática. Qual é a alternativa correta?
Gás na TC de pâncreas com necrose → infecção pancreática.
Em pacientes com pancreatite aguda e necrose pancreática, a presença de gás na topografia do pâncreas em uma tomografia computadorizada é um sinal patognomônico de infecção da necrose, uma complicação grave que exige intervenção.
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para desenvolver necrose pancreática. A necrose é uma complicação séria, e sua infecção é a principal causa de mortalidade tardia. A etiologia mais comum é biliar ou alcoólica, e o diagnóstico baseia-se em dor abdominal característica, elevação de enzimas pancreáticas (amilase e lipase) e achados de imagem. A fisiopatologia da pancreatite aguda envolve a ativação prematura de enzimas digestivas dentro do pâncreas, levando à autodigestão do órgão. A necrose pancreática ocorre quando há isquemia e morte celular. A infecção da necrose é uma complicação temida, e a tomografia computadorizada (TC) com contraste desempenha um papel fundamental na sua detecção. A presença de gás dentro da área necrótica na TC é um sinal radiológico inequívoco de infecção, indicando a necessidade de intervenção. O manejo da pancreatite aguda com necrose infectada é complexo e geralmente envolve antibioticoterapia direcionada e, em muitos casos, drenagem percutânea ou cirúrgica da necrose. A colecistectomia é indicada para pancreatite biliar após a resolução do quadro agudo, para prevenir recorrências. O controle glicêmico intensivo não é uma prática padrão, e a monitorização hemodinâmica é crucial no choque séptico. A revisão diária da antibioticoterapia é uma prática fundamental para otimizar o tratamento e evitar resistência.
A presença de gás na topografia do pâncreas ou em coleções peripancreáticas na tomografia computadorizada é um sinal altamente sugestivo de infecção da necrose pancreática, uma complicação grave que aumenta significativamente a morbimortalidade.
A antibioticoterapia é indicada apenas quando há evidência de infecção da necrose pancreática, seja por cultura positiva de material obtido por punção ou por sinais radiológicos como a presença de gás na tomografia. Não é recomendada para necrose estéril.
A tomografia de abdome com contraste é crucial para avaliar a extensão da necrose e identificar complicações locais, como coleções fluidas e infecção. Geralmente é realizada após as primeiras 72 horas do quadro clínico para melhor delimitar a necrose.
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