Sangramento Uterino Anormal: Causas e Tratamento Agudo

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023

Enunciado

Com relação às causas de sangramento uterino anormal, analise as proposições abaixo e assinale a sequência CORRETA.I. - A necrobiose asséptica relacionada ao leiomioma uterino pode ser observada no ciclo gravídico puerperal, na vigência de pílula anticoncepcional ou de análogos do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH);II. - Os pólipos uterinos podem ser únicos ou múltiplos e acometem mais frequentemente multíparas entre 40 e 65 anos de idade, com risco aumentado para mulheres diabéticas e com vaginites recorrentes;III. - Entre os fatores de risco para adenomiose, estão: menarca precoce, ciclos menstruais longos, uso prévio de contraceptivos hormonais, nuliparidade e índice de massa corporal elevado;IV. - O componente M do PALM-COEIN tem sua incidência aumentada em mulheres perimenopáusicas. Qualquer condição de exposição prolongada aos progestagênios sem oposição de estrogênios deve ser considerada como risco para a doença;V. - No tratamento do Sangramento Uterino Anormal (SUA) agudo, o ácido tranexâmico, um derivado de lisina sintética, é uma droga antifibrinolítica que previne a quebra de fibrina por bloqueio competitivo aos sítios de ligação do plasminogênio, é considerado um tratamento de primeira linha.Estão CORRETAS:

Alternativas

  1. A) I, II, III, IV e V.
  2. B) I, II e V apenas.
  3. C) III e IV apenas.
  4. D) I, III e V apenas.
  5. E) II, IV e V, apenas

Pérola Clínica

Necrobiose leiomioma no ciclo gravídico-puerperal e ácido tranexâmico como 1ª linha para SUA agudo são corretos.

Resumo-Chave

A necrobiose asséptica de leiomioma é uma causa de dor e sangramento, comum na gravidez. O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico eficaz e de primeira linha para o manejo do sangramento uterino anormal agudo.

Contexto Educacional

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, impactando sua qualidade de vida. Sua etiologia é vasta e pode ser classificada pela FIGO usando o sistema PALM-COEIN (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia; Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). Entre as causas estruturais (PALM), a necrobiose asséptica de leiomioma é uma complicação que pode ocorrer em situações de rápido crescimento ou alterações hormonais, como na gravidez. Pólipos uterinos são crescimentos benignos do endométrio, mais comuns em multíparas perimenopáusicas. A adenomiose, por sua vez, é a presença de tecido endometrial no miométrio, associada a multiparidade e idade avançada. No manejo do SUA agudo, o ácido tranexâmico, um antifibrinolítico, é uma opção terapêutica de primeira linha, atuando na estabilização do coágulo. É crucial uma investigação diagnóstica completa para identificar a causa subjacente do SUA e instituir o tratamento mais adequado, que pode variar de medidas clínicas a intervenções cirúrgicas.

Perguntas Frequentes

Quando a necrobiose asséptica de leiomioma pode ser observada?

A necrobiose asséptica de leiomioma pode ser observada no ciclo gravídico-puerperal, durante o uso de pílulas anticoncepcionais ou análogos de GnRH, devido a alterações no suprimento sanguíneo do mioma.

Qual a importância do ácido tranexâmico no tratamento do SUA agudo?

O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico de primeira linha para o tratamento do SUA agudo, pois previne a quebra de fibrina, reduzindo o sangramento de forma eficaz.

Quais são os fatores de risco para adenomiose?

Fatores de risco para adenomiose incluem multiparidade, idade avançada (geralmente >35 anos), cirurgias uterinas prévias e história de abortos.

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