UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023
A presença de náuseas e vômitos no pós-operatório são complicações frequentes após cirurgia colorretal. Os fatores de risco para este quadro, após cirurgia de câncer colorretal, são, EXCETO:
Fatores de risco NVPO (cirurgia colorretal): sexo feminino, IMC elevado, não etilista. Estoma NÃO é fator de risco.
Náuseas e vômitos pós-operatórios (NVPO) são comuns após cirurgia colorretal. Fatores como sexo feminino, IMC elevado e ausência de histórico de etilismo aumentam o risco. A confecção de estoma intestinal, por si só, não é um fator de risco independente para NVPO.
Náuseas e vômitos pós-operatórios (NVPO) representam uma das complicações mais comuns e incômodas após procedimentos cirúrgicos, afetando significativamente a recuperação e a satisfação do paciente. Em cirurgias colorretais, a incidência pode ser particularmente alta devido à manipulação visceral e ao uso de opioides. A identificação dos fatores de risco é crucial para a implementação de estratégias profiláticas eficazes. Fatores como sexo feminino, histórico prévio de NVPO ou cinetose, não tabagismo, uso de opioides no pós-operatório e o tipo/duração da cirurgia são bem estabelecidos. Curiosamente, o índice de massa corporal (IMC) elevado também tem sido associado a um risco aumentado, enquanto o histórico de etilismo (tabagismo) é protetor. A confecção de estoma intestinal, embora uma complicação ou necessidade cirúrgica, não é um fator de risco independente para NVPO. O manejo e a profilaxia de NVPO devem ser individualizados, considerando o perfil de risco do paciente. Estratégias incluem a utilização de múltiplos agentes antieméticos, técnicas anestésicas regionais, minimização de opioides e hidratação adequada. O conhecimento desses fatores permite aos residentes otimizar o cuidado perioperatório e melhorar os desfechos para pacientes submetidos à cirurgia colorretal.
Os principais fatores de risco incluem sexo feminino, histórico de NVPO ou cinetose, não tabagismo, uso de opioides pós-operatórios e tipo de cirurgia (duração e manipulação visceral). IMC elevado também é um fator.
A confecção de estoma intestinal é uma complicação cirúrgica ou uma necessidade técnica, mas não está diretamente associada à fisiopatologia das náuseas e vômitos pós-operatórios, que são mais influenciados por fatores anestésicos, cirúrgicos e do paciente.
A profilaxia envolve uma abordagem multimodal, incluindo o uso de antieméticos (ex: dexametasona, ondansetrona, aprepitanto), técnicas anestésicas que minimizem o uso de opioides e a hidratação adequada. A identificação precoce dos fatores de risco é fundamental.
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