Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
São considerados terapia de primeira linha no tratamento ou prevenção de vômitos na gravidez:
Piridoxina (Vitamina B6) é a terapia de primeira linha para náuseas e vômitos na gravidez, isolada ou combinada com doxilamina.
A piridoxina (Vitamina B6) é recomendada como tratamento de primeira linha para náuseas e vômitos na gravidez devido à sua eficácia e perfil de segurança. Pode ser usada isoladamente ou em combinação com doxilamina, especialmente em casos mais persistentes.
Náuseas e vômitos na gravidez (NVG) afetam até 80% das gestantes, variando de formas leves a hiperemese gravídica, uma condição grave que pode levar à desidratação e desequilíbrios eletrolíticos. O manejo adequado é crucial para o bem-estar materno e fetal, e o residente deve estar familiarizado com as opções terapêuticas. A fisiopatologia das NVG não é totalmente compreendida, mas acredita-se que esteja relacionada a níveis elevados de gonadotrofina coriônica humana (hCG) e estrogênios. A piridoxina (Vitamina B6) é um co-fator enzimático que atua em diversas vias metabólicas e tem demonstrado eficácia na redução das náuseas, com um excelente perfil de segurança para a gestante e o feto, sendo por isso a primeira escolha. O tratamento das NVG deve começar com medidas não farmacológicas, como pequenas refeições frequentes e evitar gatilhos. Se necessário, a piridoxina é a primeira linha. Em casos mais graves ou refratários, a combinação com doxilamina ou outros antieméticos pode ser considerada. A hiperemese gravídica requer internação, hidratação intravenosa e, por vezes, nutrição parenteral, sendo um desafio clínico importante.
A dose usual de piridoxina para náuseas e vômitos na gravidez é de 10 a 25 mg, 3 a 4 vezes ao dia. Pode ser ajustada conforme a resposta clínica e a tolerância da paciente.
A combinação de piridoxina e doxilamina é recomendada quando a piridoxina isolada não é suficiente para controlar os sintomas. A doxilamina é um anti-histamínico de primeira geração que potencializa o efeito antiemético.
Para casos refratários, opções de segunda linha incluem anti-histamínicos (dimenidrinato), fenotiazínicos (prometazina, proclorperazina) e, em casos graves, ondansetrona ou metilprednisolona, sempre avaliando o risco-benefício.
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