Ética na Pesquisa: O Princípio da Não Maleficência

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Com relação a ética na pesquisa, como a não maleficência pode ser definida?

Alternativas

  1. A) Os sujeitos da pesquisa como seres humanos devem ser tratados com a garantia da igualdade de direitos.
  2. B) Compreende a garantia do participante em não sofrer danos decorrentes da pesquisa.
  3. C) Pesquisa com seres humanos precisam ser voltadas para o benefício dos seus sujeitos para que sejam eticamente aceitáveis.
  4. D) Direito de decidir sobre sua participação livres de qualquer tipo de coerção ou pressão.
  5. E) O pesquisador precisa da autorização do responsável legal para pesquisa com pacientes com capacidade cognitiva reduzida.

Pérola Clínica

Não maleficência = garantia de não sofrer danos na pesquisa.

Resumo-Chave

O princípio da não maleficência na pesquisa ética assegura que os participantes não devem ser expostos a danos desnecessários, priorizando a proteção contra riscos físicos, psicológicos, sociais e econômicos decorrentes do estudo.

Contexto Educacional

A ética na pesquisa com seres humanos é regida por princípios bioéticos fundamentais que visam proteger a dignidade, os direitos e o bem-estar dos participantes. Entre esses princípios, destacam-se a autonomia, a beneficência, a não maleficência e a justiça. A compreensão desses pilares é crucial para a condução de estudos científicos responsáveis e para a formação de pesquisadores éticos. O princípio da não maleficência, central nesta questão, pode ser definido como a garantia de que o participante da pesquisa não sofrerá danos decorrentes do estudo. Isso implica o dever de 'não causar mal' e de minimizar ao máximo os riscos potenciais, sejam eles físicos, psicológicos, sociais, econômicos ou de privacidade. É um princípio que precede a beneficência, pois o pesquisador deve, antes de tudo, assegurar que não haverá prejuízos. A aplicação da não maleficência exige uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios por comitês de ética em pesquisa, a implementação de medidas de segurança, o monitoramento contínuo dos participantes e a interrupção do estudo caso os riscos se tornem inaceitáveis. A autonomia, por sua vez, garante o direito do participante de decidir sobre sua participação, livre de coerção, e a beneficência busca que a pesquisa seja voltada para o benefício dos sujeitos ou da sociedade.

Perguntas Frequentes

Quais são os quatro princípios fundamentais da bioética?

Os quatro princípios fundamentais da bioética são autonomia (respeito à decisão do indivíduo), beneficência (fazer o bem), não maleficência (não causar dano) e justiça (equidade na distribuição de benefícios e riscos).

Qual a diferença entre não maleficência e beneficência na pesquisa?

Não maleficência é o dever de não causar dano aos participantes, sendo uma obrigação primária. Beneficência é o dever de maximizar os benefícios e minimizar os riscos da pesquisa, buscando o bem-estar dos envolvidos e da sociedade.

Como o princípio da não maleficência é aplicado na prática da pesquisa?

É aplicado através da avaliação rigorosa dos riscos e benefícios por comitês de ética, uso de metodologias seguras, monitoramento contínuo dos participantes e interrupção da pesquisa se os riscos superarem os benefícios esperados, garantindo a segurança.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo