MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Uma gestante de 39 anos, primigesta, realiza o rastreamento morfológico de primeiro trimestre com 12 semanas de idade gestacional. O exame de ultrassonografia revela uma translucência nucal aumentada (3,8 mm), e o osso nasal não foi visualizado. Diante do risco aumentado para cromossomopatias, foi realizada uma biópsia de vilo corial, cujo cariótipo revelou a presença de 47 cromossomos, com um cromossomo 21 extra em todas as metáfases analisadas (47,XX,+21). Considerando a etiologia mais frequente dessa condição e a correlação com a idade materna avançada, qual é o mecanismo biológico fundamental que resultou nessa alteração citogenética?
A idade materna avançada (>35 anos) é o principal fator de risco para trissomia do 21 por não disjunção meiótica, mas a maioria dos bebês com Down nasce de mulheres jovens, simplesmente porque estas engravidam em maior volume.
A Síndrome de Down (Trissomia do 21) é a cromossomopatia mais comum, caracterizada pela presença de um cromossomo 21 extra. Sua incidência aumenta significativamente com a idade materna avançada, sendo um tema crucial em obstetrícia e genética médica. O rastreamento pré-natal é fundamental para a detecção precoce e o aconselhamento adequado. O mecanismo biológico fundamental na maioria dos casos de Síndrome de Down é a não disjunção meiótica, que ocorre durante a gametogênese materna (mais frequentemente na meiose I). Isso resulta em um óvulo com 24 cromossomos, que, após a fertilização, forma um zigoto com 47 cromossomos (47,XX,+21 ou 47,XY,+21). Marcadores ultrassonográficos como translucência nucal aumentada e ausência de osso nasal são indicativos de alto risco e justificam investigação. O diagnóstico definitivo é realizado por métodos invasivos como biópsia de vilo corial ou amniocentese, com análise do cariótipo. O aconselhamento genético é essencial para os pais, abordando o prognóstico e as implicações para futuras gestações. A compreensão desses mecanismos é vital para a prática clínica e para a preparação em provas de residência médica.
Na Meiose I, os cromossomos homólogos não se separam, resultando em gametas com ambos os homólogos parentais (heterodissomia). Na Meiose II, as cromátides irmãs não se separam, gerando gametas com cópias idênticas do mesmo cromossomo (isodissomia).
Os ovócitos iniciam a meiose na vida fetal e ficam parados por décadas, sofrendo degradação de proteínas estruturais (coerinas). Já os espermatozoides são produzidos continuamente a partir da puberdade, reduzindo o tempo de exposição a danos celulares.
O mosaicismo é definido pela presença de duas linhagens celulares (uma normal e uma trissômica) no mesmo indivíduo, decorrente de uma não disjunção mitótica que ocorre após a fertilização, durante o desenvolvimento embrionário inicial.
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