Pneumonia Comunitária Pediátrica: Etiologia e Manejo

IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2021

Enunciado

Considerando a etiologia das pneumonias comunitárias em Pediatria, podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) adenovírus tipo 22 é prevalente no outono e inverno, principalmente nas faixas etárias de escolares e adolescentes.
  2. B) Chlamydia pneumoniae é agente típico em pacientes de 3 semanas a 3 meses de vida, com história inicial de conjuntivite, que evoluem com tosse e taquipneia.
  3. C) Mycoplasma pneumoniae é responsável por pneumonias de início brando ou que não melhoram com amoxicilina ou penicilina, em crianças maiores de 5 anos de idade.
  4. D) Streptococcus do grupo B é agente etiológico comum nos recém-nascidos, porém com evolução lenta e favorável, independentemente da idade gestacional.

Pérola Clínica

Mycoplasma pneumoniae → pneumonia atípica em >5 anos, refratária a beta-lactâmicos (amoxicilina/penicilina).

Resumo-Chave

Mycoplasma pneumoniae é um agente comum de pneumonia atípica em crianças maiores de 5 anos e adolescentes. Caracteriza-se por um início mais insidioso e falta de resposta aos antibióticos beta-lactâmicos (como amoxicilina ou penicilina), que são eficazes contra bactérias típicas.

Contexto Educacional

A pneumonia comunitária (PC) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, e sua etiologia varia significativamente com a idade. Em lactentes e pré-escolares, os vírus (como VSR, adenovírus, influenza) são os agentes mais comuns, seguidos por bactérias como Streptococcus pneumoniae. Em recém-nascidos, agentes como Streptococcus do grupo B e bactérias entéricas são prevalentes. Em crianças maiores de 5 anos e adolescentes, além do Streptococcus pneumoniae, agentes atípicos como Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae tornam-se mais relevantes. O Mycoplasma pneumoniae é conhecido por causar pneumonias de início mais brando, com tosse persistente e febre, e que frequentemente não respondem aos antibióticos beta-lactâmicos (como amoxicilina ou penicilina), pois não possuem parede celular. A suspeita de pneumonia atípica, especialmente por Mycoplasma, é crucial quando o quadro clínico é arrastado ou não há melhora com a terapia empírica inicial para agentes típicos. Nesses casos, a escolha do antibiótico deve ser direcionada para macrolídeos. O reconhecimento da etiologia provável pela faixa etária e resposta ao tratamento é fundamental para um manejo pediátrico eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais agentes etiológicos de pneumonia comunitária em crianças de diferentes faixas etárias?

Em recém-nascidos, Streptococcus do grupo B e bactérias entéricas. Em lactentes, vírus (VSR, adenovírus) e S. pneumoniae. Em pré-escolares, vírus e S. pneumoniae. Em escolares e adolescentes, Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae são mais comuns, além de S. pneumoniae.

Quando suspeitar de pneumonia por Mycoplasma pneumoniae em crianças?

Deve-se suspeitar de pneumonia por Mycoplasma pneumoniae em crianças maiores de 5 anos e adolescentes que apresentam um quadro de pneumonia de início insidioso, com tosse persistente, febre baixa e que não respondem ao tratamento inicial com antibióticos beta-lactâmicos (como amoxicilina).

Qual o tratamento de escolha para pneumonia por Mycoplasma pneumoniae?

O tratamento de escolha para pneumonia por Mycoplasma pneumoniae são os macrolídeos, como azitromicina, claritromicina ou eritromicina, devido à ausência de parede celular bacteriana que os torna resistentes aos beta-lactâmicos.

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