SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2018
Um menino de 12 anos apresenta quadro de tosse seca há 14 dias. O quadro iniciou com queixa de dor de garganta e febre baixa por 24 horas, sem coriza e obstrução nasal. Tem asma leve a moderada, mais no momento está sem crise. Fez uso de amoxicilina por 7 dias e não melhorou da tosse. Ao exame físico está em bom estado geral, eupneico, com roncos estertores subcreptantes em bases pulmonares. Exames complementares sugerem infecção bacteriana. A principal etiologia a ser pensada, no caso descrito, é:
Tosse persistente em criança, sem melhora com amoxicilina, sugere Mycoplasma pneumoniae (pneumonia atípica).
A tosse persistente por mais de 10-14 dias, especialmente em crianças e adolescentes, que não responde a antibióticos beta-lactâmicos (como amoxicilina), é um forte indicativo de infecção por patógenos atípicos, como Mycoplasma pneumoniae. Este quadro, muitas vezes precedido por sintomas leves de vias aéreas superiores e com achados pulmonares inespecíficos, é característico de pneumonia atípica.
A tosse persistente em crianças é uma queixa comum na pediatria e pode ter diversas etiologias. No caso descrito, um menino de 12 anos com tosse seca há 14 dias, que iniciou com sintomas leves e não melhorou com amoxicilina, aponta para uma causa específica. A asma leve a moderada pode predispor a infecções respiratórias, mas a falha da amoxicilina é um dado crucial. Mycoplasma pneumoniae é uma das principais causas de pneumonia atípica e traqueobronquite em crianças em idade escolar e adolescentes. As infecções por Mycoplasma são caracterizadas por um início insidioso, com sintomas de vias aéreas superiores, febre baixa e uma tosse que pode ser seca e persistente por semanas. A ausência de parede celular torna o Mycoplasma naturalmente resistente aos antibióticos beta-lactâmicos (como amoxicilina), que atuam nesse alvo. Portanto, a falta de resposta à amoxicilina é um forte indício para essa etiologia. O diagnóstico de pneumonia por Mycoplasma é frequentemente clínico e epidemiológico, mas pode ser confirmado por sorologia ou PCR. O tratamento de escolha são os macrolídeos (azitromicina, claritromicina) ou, em crianças maiores, tetraciclinas. Reconhecer essa etiologia é fundamental para evitar o uso inadequado de antibióticos e garantir um tratamento eficaz para a tosse persistente.
As características incluem tosse persistente (mais de 10-14 dias), início insidioso com sintomas leves de vias aéreas superiores (dor de garganta, febre baixa), e falta de resposta a antibióticos beta-lactâmicos. O exame físico pode revelar achados inespecíficos como roncos e estertores.
A amoxicilina, como outros antibióticos beta-lactâmicos, age inibindo a síntese da parede celular bacteriana. Mycoplasma pneumoniae, no entanto, não possui parede celular, tornando esses antibióticos ineficazes. O tratamento de escolha são macrolídeos ou tetraciclinas (em crianças maiores).
A diferenciação envolve a história clínica (duração da tosse, resposta a tratamentos anteriores), epidemiologia (surtos em escolas), e exames complementares como sorologia ou PCR para Mycoplasma. A ausência de melhora com beta-lactâmicos é um forte indício.
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