SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
Paciente de 9 anos com quadro de febre e tosse seca irritativa há uma semana. Ao exame físico está em BEG, eupneico, com propedêutica de condensação na base direita, confirmada radiologicamente. O diagnóstico é de pneumonia e a etiologia mais provável é:
Criança > 5 anos, pneumonia com tosse seca irritativa e febre → Mycoplasma pneumoniae (pneumonia atípica).
Em crianças maiores (acima de 5 anos) e adolescentes, a pneumonia por Mycoplasma pneumoniae é uma causa comum de pneumonia atípica, caracterizada por tosse seca irritativa persistente, febre e achados radiológicos que podem ser mais extensos do que o esperado pelo exame físico. A apresentação insidiosa e a tosse seca são pistas importantes.
A pneumonia é uma infecção respiratória aguda que afeta o parênquima pulmonar e é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças globalmente. Em crianças, a etiologia varia significativamente com a idade. Enquanto em lactentes e pré-escolares os vírus e bactérias como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae são mais comuns, em crianças maiores de 5 anos e adolescentes, os agentes atípicos ganham proeminência. Mycoplasma pneumoniae é o agente etiológico mais comum de pneumonia atípica em crianças em idade escolar e adolescentes. Sua fisiopatologia envolve a adesão ao epitélio respiratório, causando dano ciliar e inflamação. A apresentação clínica é frequentemente insidiosa, com febre baixa, tosse seca e irritativa que pode durar semanas, cefaleia e mialgia. Os achados radiológicos podem incluir infiltrados intersticiais ou broncopneumonia, por vezes mais extensos do que o esperado pelo exame físico. O diagnóstico é principalmente clínico e epidemiológico, embora testes sorológicos ou PCR possam ser usados para confirmação. O tratamento de escolha para pneumonia por Mycoplasma pneumoniae são os antibióticos macrolídeos (azitromicina, claritromicina), pois o Mycoplasma não possui parede celular e, portanto, é resistente aos beta-lactâmicos. A doxiciclina pode ser uma alternativa em crianças maiores de 8 anos. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado.
Geralmente, apresenta-se com início insidioso, febre baixa, tosse seca irritativa e persistente, cefaleia e mal-estar, com achados pulmonares que podem ser desproporcionais aos achados radiológicos.
É mais comum em crianças maiores (acima de 5 anos), adolescentes e adultos jovens, sendo menos frequente em lactentes e pré-escolares.
O tratamento de escolha são os macrolídeos (azitromicina, claritromicina, eritromicina). Em crianças maiores de 8 anos, tetraciclinas (doxiciclina) também são eficazes.
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