HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Sobre o Mycobacterium leprae, agente etiológico da hanseníase, assinale a alternativa incorreta:
Mycobacterium leprae: baixa infectividade, alta patogenicidade (em suscetíveis).
O Mycobacterium leprae, agente da hanseníase, possui baixa infectividade, ou seja, a maioria das pessoas expostas não desenvolve a doença. No entanto, em indivíduos suscetíveis, ele apresenta alta patogenicidade, causando lesões cutâneas e neurológicas características.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen), é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Compreender as características do agente etiológico é fundamental para o diagnóstico, tratamento e controle epidemiológico da doença. É uma condição de grande importância em saúde pública, especialmente em regiões endêmicas. Uma característica crucial do Mycobacterium leprae é sua baixa infectividade. Isso significa que, apesar de ser transmitido por contato próximo e prolongado com pacientes bacilíferos não tratados, a maioria das pessoas expostas não desenvolve a doença devido à sua imunidade natural. No entanto, em indivíduos geneticamente suscetíveis ou com imunidade comprometida, o bacilo demonstra alta patogenicidade, causando as manifestações clínicas características da hanseníase. A principal via de eliminação e entrada dos bacilos é a via aérea superior. O M. leprae tem um tropismo notável por células cutâneas (macrófagos da pele) e, principalmente, por células de Schwann dos nervos periféricos, o que explica as lesões neurológicas e cutâneas da doença. Sua preferência por temperaturas mais baixas (27-30°C) também influencia a distribuição das lesões. O tratamento envolve politerapia medicamentosa, que é altamente eficaz e interrompe a transmissão. Residentes devem estar atentos aos sinais e sintomas da hanseníase para um diagnóstico precoce e manejo adequado.
Infectividade refere-se à capacidade do agente de infectar um hospedeiro, e no caso do M. leprae, é baixa. Patogenicidade é a capacidade de causar doença após a infecção, e é alta em indivíduos suscetíveis.
A principal via de transmissão é a aérea superior, através de gotículas de secreções nasais e orais de pacientes bacilíferos não tratados, em contato íntimo e prolongado.
O M. leprae tem afinidade por células cutâneas (macrófagos da pele) e células dos nervos periféricos (células de Schwann) devido à sua preferência por temperaturas mais baixas e à presença de glicolipídeos específicos.
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