INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Paciente secundigesta, pesando 70 kg, é encaminhada ao pré-natal de alto risco, em razão de história de abortamento espontâneo na 8ª semana, na gestação anterior. Traz consigo um exame de mutação homozigótica do gene da enzima metilenotetrahidrofolato redutase. A paciente nega história pessoal ou familiar de trombose.Nesse caso, a conduta imediata deve ser
Mutação MTHFR homozigótica isolada, sem história de trombose, NÃO indica tromboprofilaxia na gestação.
A mutação homozigótica do gene MTHFR, especialmente na ausência de história pessoal ou familiar de trombose, não é considerada um fator de risco independente para abortamento de repetição ou trombofilia gestacional que justifique intervenção com anticoagulantes. O seguimento é habitual.
A mutação do gene da metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR), especialmente na forma homozigótica, é frequentemente identificada em investigações de abortamento espontâneo recorrente. No entanto, a maioria das diretrizes atuais não a considera um fator de risco independente para trombofilia ou complicações gestacionais, como abortamento ou pré-eclâmpsia, que justifique intervenção com anticoagulantes. A hiper-homocisteinemia associada a essa mutação é geralmente leve e não tem sido consistentemente ligada a desfechos adversos na gravidez. A presença isolada da mutação MTHFR homozigótica, sem história pessoal ou familiar de trombose, não configura uma indicação para pré-natal de alto risco ou para o uso de ácido acetilsalicílico e heparina de baixo peso molecular. A suplementação de ácido fólico em doses habituais (0,4 a 0,8 mg/dia) é recomendada para todas as gestantes, independentemente do status MTHFR, para prevenção de defeitos do tubo neural. A conduta para essas pacientes deve ser o seguimento de pré-natal habitual. A investigação de trombofilias hereditárias ou adquiridas mais relevantes (como Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide, Fator V de Leiden, Mutação do Gene da Protrombina) é reservada para casos com histórico clínico mais robusto, como trombose prévia, abortamentos de repetição tardios ou outras complicações gestacionais graves. Evitar intervenções desnecessárias é crucial para não expor a paciente a riscos sem benefício comprovado.
A mutação MTHFR homozigótica, por si só, não é considerada um fator de risco independente e significativo para abortamentos de repetição. Outras causas de aborto devem ser investigadas.
Para gestantes com mutação MTHFR isolada e sem história pessoal ou familiar de trombose, a conduta é o seguimento de pré-natal habitual, sem necessidade de tromboprofilaxia ou exames adicionais para trombofilia.
A investigação de trombofilia é indicada em casos de trombose prévia, abortamentos de repetição tardios (após 10 semanas), óbito fetal inexplicado, pré-eclâmpsia grave ou descolamento prematuro de placenta, especialmente se houver história familiar de trombofilia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo