Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2023
Paciente, 23 anos, com diagnóstico de mutação de fator V de Leiden. Qual é o método contraceptivo mais adequado?
Mutação Fator V Leiden → contraindicação contraceptivos combinados → preferir progestagênio isolado.
Pacientes com mutação do Fator V de Leiden possuem um risco aumentado de trombose. Contraceptivos que contêm estrogênio (combinados) são contraindicados devido ao aumento adicional do risco trombótico. Métodos que contêm apenas progestagênio são a escolha mais segura.
A mutação do Fator V de Leiden é a trombofilia hereditária mais comum, caracterizada por uma resistência à proteína C ativada, o que leva a um estado de hipercoagulabilidade e um risco aumentado de eventos tromboembólicos, como trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP). A identificação dessa mutação é crucial para a tomada de decisões clínicas, especialmente em relação à contracepção hormonal. A fisiopatologia da mutação do Fator V de Leiden reside em uma alteração genética que torna o Fator V mais resistente à degradação pela proteína C ativada, prolongando sua atividade pró-coagulante. Quando uma paciente com essa mutação utiliza contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio), o risco de trombose é potencializado, pois o estrogênio também promove um estado protrombótico. Portanto, esses métodos são formalmente contraindicados. Para pacientes com mutação do Fator V de Leiden, os métodos contraceptivos mais adequados são aqueles que contêm apenas progestagênio, como o injetável trimestral (medroxiprogesterona), o implante subdérmico, o DIU hormonal (levonorgestrel) ou as minipílulas. Esses métodos não aumentam o risco trombótico e oferecem contracepção eficaz. A escolha deve ser individualizada, considerando as preferências da paciente e outras comorbidades, sempre com aconselhamento médico detalhado sobre os riscos e benefícios.
Contraceptivos combinados contêm estrogênio, que aumenta a produção de fatores de coagulação e a resistência à proteína C ativada, elevando significativamente o risco de trombose em pacientes com mutação do Fator V de Leiden.
Métodos contraceptivos que contêm apenas progestagênio, como o injetável trimestral, implante subdérmico, DIU hormonal ou minipílula, são considerados seguros, pois não aumentam o risco trombótico.
A mutação do Fator V de Leiden é uma trombofilia hereditária que causa resistência à inativação do Fator Va pela proteína C ativada, resultando em um estado de hipercoagulabilidade e aumento do risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
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