CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
A paciente nega diplopia (figura 1 - pálpebra oclui o eixo visual), refere diplopia vertical (figura 2 - aciona o músculo frontal) e refere fusão das imagens (figura 3). Podemos afirmar que o músculo reto parético, mais provavelmente, é o:
Diplopia vertical + compensação frontal + ptose → Parésia do Músculo Reto Superior.
A parésia do reto superior causa desvio vertical e frequentemente associa-se a ptose, pois o músculo levantador da pálpebra e o reto superior compartilham a mesma origem embrionária e inervação.
A motilidade ocular extrínseca é controlada por seis músculos. O reto superior é o principal elevador do olho. Quando este músculo está parético, o olho afetado tende a ficar em uma posição mais baixa (hipotropia) em relação ao outro, gerando diplopia vertical. O quadro clínico descrito, com ptose que oclui o eixo visual e o uso do músculo frontal para elevar a pálpebra e tentar fundir as imagens, é clássico de uma disfunção do complexo inervado pelo ramo superior do oculomotor. A identificação correta do músculo parético é essencial para o diagnóstico diferencial de paralisias de nervos cranianos e miastenia gravis.
Sua principal função é a elevação do globo ocular, especialmente quando o olho está em abdução. Também atua na inciclodução e adução.
O músculo reto superior e o músculo levantador da pálpebra superior são inervados pelo ramo superior do III par craniano (nervo oculomotor). Lesões nesse ramo ou fraquezas musculares específicas frequentemente afetam ambos.
Pacientes com diplopia vertical costumam adotar posições compensatórias da cabeça (torcicolo ocular), inclinando o queixo para cima ou para baixo para tentar alinhar as imagens e obter fusão binocular.
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