CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2021
Na foto do olho esquerdo de um paciente candidato a blefaroplastia inferior, os pontilhados representam as bolsas de gordura a serem removidas. Qual importante estrutura representada pela linha vermelha deve ser preservada durante a cirurgia?
Na blefaroplastia inferior, o músculo oblíquo inferior separa as bolsas de gordura medial e central.
O músculo oblíquo inferior é o principal marco anatômico entre os compartimentos de gordura medial e central da pálpebra inferior; sua lesão causa diplopia vertical.
A blefaroplastia inferior exige um conhecimento profundo da anatomia orbital para resultados estéticos seguros. O septo orbital atua como uma barreira que retém as bolsas de gordura; uma vez incidido, essas bolsas protruem. O cirurgião deve identificar o músculo oblíquo inferior logo após a abertura do septo, especialmente ao manipular a gordura medial. Além do oblíquo inferior, outras estruturas como o nervo infraorbital e o ligamento de Lockwood devem ser respeitadas. A tendência moderna na cirurgia palpebral é a preservação e transposição de gordura para tratar o sulco nasojugal, o que torna a identificação do oblíquo inferior ainda mais crítica para evitar encarceramento muscular em suturas ou retalhos.
O músculo oblíquo inferior origina-se na fossa lacrimal do osso maxilar, logo atrás da margem orbital inferior. Ele cursa posterolateralmente, passando entre a bolsa de gordura medial e a bolsa de gordura central (intermediária). É o único músculo extraocular que não se origina no ápice da órbita (anel de Zinn).
As bolsas de gordura inferiores são divididas em três compartimentos: medial (nasal), central (intermediária) e lateral (temporal). A bolsa medial é geralmente mais clara/esbranquiçada e é separada da central pelo músculo oblíquo inferior. A bolsa central e a lateral são separadas por um septo fibroso que se estende do músculo oblíquo inferior ao arco marginal.
A lesão iatrogênica do músculo oblíquo inferior durante uma blefaroplastia pode resultar em estrabismo e diplopia vertical persistente. O dano pode ocorrer por transecção direta, pinçamento ou lesão térmica por cauterização excessiva nas proximidades das bolsas de gordura medial e central.
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