CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015
Assinale a afirmativa CORRETA:
Elevador do ânus → Sustenta vísceras e apoia a cabeça fetal no parto.
O músculo elevador do ânus é o principal componente do diafragma pélvico, essencial para a continência e para o suporte mecânico durante a dilatação cervical no parto.
O assoalho pélvico é uma estrutura anatômica complexa que deve conciliar funções opostas: manter a continência e o suporte visceral, enquanto permite a passagem do feto durante o parto. O diafragma pélvico, constituído primariamente pelo elevador do ânus, é a camada mais profunda e robusta. Durante o parto, essa musculatura sofre um estiramento significativo. O conhecimento detalhado dessa anatomia é fundamental para obstetras e ginecologistas, tanto para a condução do parto quanto para a compreensão das disfunções do assoalho pélvico, como os prolapsos genitais, que resultam da falha desses mecanismos de sustentação.
O músculo elevador do ânus é um complexo muscular composto por três partes principais: o músculo puborretal, o músculo pubococcígeo e o músculo iliococcígeo. Juntamente com o músculo isquiococcígeo (ou coccígeo), eles formam o diafragma da pelve. Essa estrutura em forma de funil fecha a saída da pelve menor, sustentando as vísceras pélvicas e resistindo aos aumentos da pressão intra-abdominal.
Durante o trabalho de parto, o músculo elevador do ânus desempenha um papel crucial. Ele sustenta a cabeça fetal à medida que ela desce pelo canal de parto, auxiliando na rotação interna do feto. Além disso, a contração tônica desses músculos ajuda a direcionar a força das contrações uterinas e dos esforços expulsivos maternos, facilitando a dilatação cervical e a passagem do feto pelo assoalho pélvico.
A fáscia pélvica (parietal e visceral) recobre os músculos do assoalho pélvico e os órgãos internos. Ela fornece suporte adicional através de condensações conhecidas como ligamentos (ex: ligamentos cardinais e uterossacros). Lesões na fáscia ou nos músculos do diafragma pélvico, comuns durante partos traumáticos, podem levar ao desenvolvimento de prolapsos de órgãos pélvicos e incontinência urinária ou fecal tardia.
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