INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 45 anos vai à unidade básica de saúde (UBS) reportando dificuldade para reduzir o consumo de cigarros. Refere fumar 20 cigarros por dia desde os 20 anos e que já tentou interromper o uso várias vezes. Relata, ainda, irritação e ansiedade quando reduz o consumo de tabaco. Diante desse caso, o plano terapêutico adequado para essa paciente consiste em:
Tratamento padrão-ouro tabagismo = Terapia Comportamental + Farmacoterapia (TRN/Bupropiona).
A abordagem combinada de suporte comportamental e farmacoterapia é significativamente mais eficaz que qualquer uma das intervenções isoladas para manter a abstinência a longo prazo.
O tratamento do tabagismo na Atenção Primária baseia-se nas diretrizes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. A avaliação inicial deve incluir o teste de Fagerström para mensurar o grau de dependência física. O plano terapêutico deve ser individualizado, mas a evidência é robusta em demonstrar que a cessação imediata (marcar um 'dia D') apoiada por técnicas cognitivo-comportamentais e suporte farmacológico (TRN, Bupropiona ou Vareniclina) oferece os melhores resultados clínicos e redução de danos cardiovasculares e oncológicos.
A dependência do tabaco possui componentes físicos (nicotina) e psicológicos (hábitos e gatilhos). A Terapia de Reposição de Nicotina (TRN) trata os sintomas de abstinência física, enquanto a terapia comportamental ensina o paciente a identificar gatilhos, lidar com a fissura e reestruturar rotinas, dobrando as chances de sucesso na cessação.
As principais formas são os adesivos transdérmicos (liberação lenta e contínua) e as formas de liberação rápida, como gomas de mascar e pastilhas. Em pacientes com alta dependência (fumar mais de 20 cigarros/dia ou fumar logo ao acordar), a combinação de adesivo com formas de resgate (goma/pastilha) é recomendada.
A Bupropiona é um antidepressivo que auxilia na redução da fissura e dos sintomas de abstinência. É indicada como primeira linha, isolada ou em combinação com a TRN, especialmente em pacientes com contraindicações à nicotina ou que preferem medicação oral, desde que não haja histórico de convulsões ou transtornos alimentares.
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