Manejo do Sangramento Aumentado pelo DIU de Cobre

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 34 anos, em uso de DIU de cobre há 3 anos, relata menstruações prolongadas e com aumento do fluxo. Qual a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Manter DIU e associar anti-inflamatório não hormonal.
  2. B) Retirar DIU imediatamente.
  3. C) Substituir por anticoncepcional oral combinado.
  4. D) Iniciar uso de ácido tranexâmico contínuo.

Pérola Clínica

Sangramento ↑ no DIU de cobre → AINEs ou Ácido Tranexâmico (não precisa retirar).

Resumo-Chave

O aumento do fluxo menstrual é o efeito adverso mais comum do DIU de cobre. O manejo inicial é clínico com AINEs durante o período menstrual para reduzir a síntese de prostaglandinas e o volume de sangue.

Contexto Educacional

O DIU de cobre é um LARC (Long-Acting Reversible Contraceptive) altamente eficaz e livre de hormônios, mas o aumento do sangramento e a dismenorreia são as principais causas de descontinuação. O manejo clínico adequado, preferencialmente com AINEs iniciados no primeiro dia da menstruação por 3 a 5 dias, é fundamental para aumentar a adesão ao método. O ácido tranexâmico também é uma opção eficaz para redução do volume sanguíneo, agindo como antifibrinolítico, sendo reservado para casos onde os AINEs não são suficientes ou são contraindicados.

Perguntas Frequentes

Por que o DIU de cobre aumenta o sangramento?

O cobre induz uma reação inflamatória local no endométrio, aumentando a produção de prostaglandinas e a atividade fibrinolítica, o que resulta em maior volume e duração do fluxo menstrual, além de potencializar a dismenorreia.

Qual o papel dos AINEs no tratamento?

Os anti-inflamatórios inibem a enzima ciclo-oxigenase, reduzindo os níveis de prostaglandinas endometriais. Isso diminui a vasodilatação e a dor, reduzindo o volume do fluxo menstrual em cerca de 30-50% na maioria das usuárias.

Quando a retirada do DIU é indicada?

A retirada deve ser considerada se o sangramento persistir após o tratamento clínico (AINEs ou antifibrinolíticos), se houver anemia grave não responsiva à suplementação ou se for o desejo da paciente após esclarecimento sobre as opções de manejo.

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