UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2021
Mulher de 21 anos queixa-se de dispareunia. Exame ginecológico: colo com intensa hiperemia e edema, JEC-3, recoberta porsecreção amarelada espessa, teste de aminas negativo e pH vaginal 4,4.Exame microscópico do conteúdo vaginal a seguir:A hipótese diagnóstica e o melhor tratamento são, respectivamente:
Cervicite com secreção purulenta, pH normal e aminas negativas → pensar em IST (Clamídia/Gonorreia) → tratamento empírico.
A presença de dispareunia, colo uterino hiperemiado e edemaciado com secreção amarelada espessa, associada a teste de aminas negativo e pH vaginal ácido, é altamente sugestiva de cervicite por IST, como Chlamydia ou Gonorrhoeae, exigindo tratamento empírico abrangente.
A cervicite é a inflamação do colo uterino, uma condição comum em mulheres jovens e sexualmente ativas, frequentemente assintomática ou manifestando-se com dispareunia, sangramento pós-coito, dor pélvica e corrimento vaginal anormal. Sua importância reside na associação com Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, que podem levar a complicações graves se não tratadas. O diagnóstico da cervicite é clínico, baseado no exame ginecológico que revela hiperemia, edema e secreção mucopurulenta no colo. Achados como teste de aminas negativo e pH vaginal ácido (4,4) ajudam a diferenciar de outras causas de corrimento, como vaginose bacteriana ou tricomoníase. A presença de JEC-3 (junção escamocolunar evertida) pode indicar um colo mais exposto e vulnerável a infecções. O tratamento da cervicite, especialmente quando há suspeita de IST, deve ser empírico e abranger os agentes mais comuns, como Clamídia e Gonorreia, para prevenir a ascensão da infecção e o desenvolvimento de Doença Inflamatória Pélvica (DIP), infertilidade e gravidez ectópica. A abordagem terapêutica inclui antibióticos específicos e o tratamento dos parceiros sexuais.
Os principais agentes etiológicos da cervicite são as infecções sexualmente transmissíveis, como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, embora outras causas não infecciosas, como inflamação mecânica ou química, também possam ocorrer.
O tratamento empírico para cervicite, visando cobrir Clamídia e Gonorreia, geralmente inclui azitromicina 1g VO em dose única e ceftriaxone 500mg IM em dose única, conforme as diretrizes de tratamento de ISTs.
A cervicite envolve inflamação do colo uterino, frequentemente com secreção mucopurulenta cervical e sangramento ao toque, enquanto a vaginite é a inflamação da vagina, com sintomas como prurido, ardência e corrimento vaginal, e geralmente sem inflamação cervical proeminente.
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